CriançaSemRisco

sábado, 10 de julho de 2010

Trabalhar através do Trauma



Pedro Vaz Santos

Summer Sale

A Karnak Books que é na minha opinião a perdição de qualquer psicólogo, está a fazer outra vez uma promoção de verão irresistível. Dez livros por 40 Libras, vale bem a pena.

Podem consultar a promoção em: http://www.karnacbooks.com/Deal.asp?DID=20

Partilho com os interessados as minhas escolhas... já sabem o que vou andar a ler no verão.



  • The Importance Of Sibling Relationships In Psychoanalysis

  • Violent Adolescents: Understanding The Destructive Impulse

  • After Winnicott: Compilation Of Works Based On The Life, Writings And Ideas Of D.Winnicott

  • The Elusive Child

  • Standing On Their Own Feet: You And Your Younger Adolescent

  • Tongued With Fire: Groups In Experience

  • Selected Contributions To Psycho-analysis

  • Working With Parents And Infants: A Mind-body Integration Approach

  • Relatedness In A Global Economy

  • Masculine Scenarios
Pedro Vaz Santos

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Workshop Dramaterapia

Vai decorrer um workshop sobre dramaterapia nos próximos dias 17 e 18 de Julho organizado pela Associação de Apoio à Clínica do Parque.

Tem apenas 12 vagas e podem inscrever-se e saber mais informações contactando: arteterapias@sapo.pt

A dramaterapia é uma abordagem terapêutica que envolve o recurso intencional a técnicas dramáticas, valendo-se da multiplicidade de linguagens e recursos da arte teatral, como facilitador do desenvolvimento pessoal e promotor da saúde mental.
Através da metáfora e imaginação dramáticas são proporcionadas experiências multifacetadas, desenvolvidas habilidades sociais e pessoais e estimulada a comunicação através da voz e do corpo na teatralidade

domingo, 4 de julho de 2010

Não há perguntas estúpidas (Carl Sagan)

No meio das (des)arrumações dos últimos dias encontrei uma cópia deste texto perdido há já alguns anos. É uma adaptação, cujo autor desconheço, do capítulo 19 do livro "Um mundo infestado de demónios" de Carl Sagan (versão integral aqui). Valeu a pena (re)lê-lo... Transcrevo-o pois para partilha!

“Quando falo com alunos do ensino secundário sinto, muitas vezes, que eles apenas memorizam ‘factos’. Em termos gerais, a alegria da descoberta, a vida por detrás desses factos, desapareceu. Parece que perderam grande parte da capacidade de se maravilharem e ganharam muito pouco cepticismo. Têm medo de fazer perguntas 'estúpidas', aceitam respostas deficientes, não colocam outras perguntas para esclarecer uma resposta que não os satisfaça. Vêm para a aula com perguntas escritas em papelinhos, que espreitam subrepticiamente enquanto esperam a sua vez, alheando-se do debate em que os seus pares, nesse momento, participam. Alguma coisa aconteceu e não foi apenas a puberdade.

Verifico ainda outra coisa. Muitas vezes, os adultos ficam incomodados quando as crianças fazem perguntas. Respondem com irritação ou então mudam de assunto. Nunca compreenderei por que razão os adultos pretendem passar por eruditos diante de uma criança de seis anos. Qual o problema em admitirmos que não sabemos alguma coisa? A nossa auto-estima é assim tão frágil?

Existem respostas melhores do que fazer as crianças ou os jovens sentirem que fazer perguntas constitui um acto socialmente condenável. Se tivermos uma ideia da resposta, podemos tentar explicar. Uma tentativa, ainda que incompleta, pode ser uma atitude encorajadora. Se não tivermos nenhuma ideia da resposta, podemos consultar uma enciclopédia. Se não tivermos uma enciclopédia, podemos ir a uma biblioteca. Ou podemos dizer ‘Não sei a resposta. Talvez ninguém saiba. Pode ser que quando cresceres sejas a primeira pessoa a descobrir’.

Há perguntas ingénuas, perguntas enfadonhas, perguntas mal formuladas, perguntas precipitadas. Mas todas elas representam um desejo de compreender o mundo. Não há perguntas estúpidas.”

ADC