CriançaSemRisco

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ser Criança - Um direito a proteger


No dia 21 de Outubro no Centro Cultural Casapiano vai decorrer uma jornada de formação intitulada "Ser criança: um direito a proteger".



Os temas a serem abordados em mesa são:

1. "Os direitos das crianças e as convenções internacionais".

2. "Experiências de reflexão com crianças sobre os seus direitos"

3. "A lei de protecção"

4. "A participação das crianças na implementação dos seus próprios direitos"

Deixo aqui o programa para que possam ver.

Tiago

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Seminário - O corpo que pensa

Vão decorrer em Montemor o Novo vários Seminários Avançados sobre "A integração do corpo, mente e pensamento" orientados por Pia Kraemer.

Os seminários vão ser dedicados à exploração criativa do movimento e da dança numa perspectiva de inter-relação psico-pedagógica.

Para mais informações contactem:
info@oespacodotempo.pt

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pais a pedirem ajuda às CPCJ's

Hoje o Diário de Notícias publica uma notícia que dá que pensar. No total dos casos sinalizados às Comissões de Protecção 8,8% (2342) a sinalização é realizada pelos pais. Estamos falar de um número crescente de pais de crianças e adolescentes que confrontados com comportamentos pouco adaptativos dos seus filhos e sem respostas de apoio na escola e na área da saúde mental infanto-juvenil vêem-se obrigado a recorrer ao sistema de protecção. Nos casos mais graves, nos quais os pais já estão verdadeiramente exaustos e sem saber como reagir ao comportamento desadequado dos filhos, chegam mesmo a pedir o internamento da criança ou jovem. A resposta fácil a este problema é atribuir de forma simplista a responsabilidade dos comportamentos desadequados aos pais. Não raras vezes ouvi a pergunta que tipo de pai ou mãe pede para o filho ser acolhido.


Arrisco-me afirmar que talvez os melhores.

Devemos perceber que muitos dos pais e mãe que batem à porta das Comissões de Protecção são pais de crianças problemas graves na área da saúde mental, crianças doentes. Os pais batem a esta porta eles próprios à procura de uma última esperança. Muitos já foram a consultas esporádicas de pedopsiquiatria ou de psicologia no hospital ou no centro de saúde, contudo sabem que os comportamentos menos adequados não mudaram.

Quando abrimos a porta a estas famílias devemos ter a noção que estão exaustas, frustradas, que precisam de ser apoiadas como qualquer família que vive diariamente com a violência da doença mental dentro de portas.

Um dos perigos deste fenómeno de “canalização” dos problemas de saúde mental para o Sistema de Protecção por ausência de serviços especializados é possibilidade de se criar um excesso de processo no sistema de protecção que o torne ineficaz e pouco orientado para sua verdadeira missão de protecção de crianças e jovens vítimas de diferentes formas de maus tratos (negligência e abuso).

Parece-me que uma interpretação lata do conceito de Perigo de forma a conter dentro do sistema todas as crianças e jovens que assumem comportamentos que não são contidos pelos pais, irá levar rapidamente sobrelotação do sistema e à sua possível inoperacionalidade.

Fica a sugestão para dotarmos a nossa sociedade de respostas válidas na área da saúde mental infantil e juvenil que funcionem, tanto ao nível de prevenção primária, secundária e em último caso ao nível da prevenção terciária.

Pedro Vaz Santos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Multiple Family Therapy - 1.º Dia de Formação

Hoje iniciei a formação em Multiple Family Therapy, no Marlborough Family Centre. Não há palavras, muito bom.

A primeira grande ideia é a posição do terapeuta como criador de contextos. O terapeuta tem a responsabilidade de criar de forma espontânea “quase mágica” situações nas quais as famílias comuniquem e mudem. Imaginem um terapeuta, com mil e um “jogos”, actividades e tarefas que de segundo a segundo tira do bolso uma nova ideia. Conseguem imaginar “nonstop” therapy, sem silêncios, então estão a ver o Eia Asen, o nosso formador.

Os colegas mais psicanalíticos ficariam por certo aflitos com a ausência de silêncios, esse tempo precioso, que nós, terapeutas, adoramos para pensar no que fazer ou dizer ao cliente. O silêncio em MFT não existe, a ideia é manter o grupo numa permanente fluidez sem que a ansiedade das famílias aumente muito. Um dos pormenores interessante é o facto das sessões em MFT serão gravadas em vídeo, sendo a gravação utilizada para as famílias num segundo momento poderem dar feedback sobre a sua dinâmica.
Amanhã escrevo mais.

Pedro Vaz Santos