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Especialização do acolhimento

O acolhimento de crianças e jovens em Portugal nos últimos anos tem enfrentado desafios crescentes. Já todos sabemos que a população de crianças que hoje chega às instituições têm características distintas das crianças de outrora. Hoje as nossas crianças chegam ao acolhimento com problemas de comportamento e de saúde mental que reflectem experiências de maus-tratos e de violência familiar. O acolhimento de crianças, para ser eficaz, cada vez mais tem de assumir um papel terapêutico na vida das crianças. É importante que as crianças encontrem na experiência de acolhimento a oportunidade para repararem os seus vínculos relacionais e para estabelecerem novas relações construtivas e de aprendizagem. Hoje temos o programa SERE + e o objectivo de especializarmos as nossas instituições. Venha pensar este objectivo em conjunto! Workshop Acolhimento Terapêutico Lisboa Flyer PVS

O novo Plano DOM: SERE +

Publica-se aqui na íntegra o despacho que dá origem ao plano SERE + . Acabou o Plano DOM começa o SERE + . PVS *** MINISTÉRIO DA SOLIDARIEDADE E DA SEGURANÇA SOCIAL Gabinete do Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social «Despacho n.º 9016/2012 Considerando que o Programa de Emergência Social (PES), nesse sentido, já previa aumentar a sinalização de casos de risco, conferindo uma maior aposta à prevenção primária e secundária; Considerando que o atual contexto do País também se reflete nas famílias, que embora seja uma das instituições mais persistentes no tempo, necessária e consequentemente, sofre os impactos que abalam os seus membros, com repercussões nas suas crianças e jovens, que se querem prevenir e se possível evitar, quer ao nível das estruturas familiares, quer dos respetivos percursos escolares; Considerando que a ação do Governo deve procurar uma atuação concertada dos diversos organismos e entidades envolvidas na criaçã...

O dia seguinte ao plano DOM

Hoje é o primeiro dia sem o Plano DOM em muitas instituições. Não porque o Estado tenha dito de forma categórica que o projecto tenha acabado, mas simplesmente por que de nim em nim chegámos a Julho. Óbvio que muitas instituições sem certezas e com a obrigação de passar os técnicos para o quadro, assumindo o aumento de custos operacionais, decidiram pela fim dos contratos. Este é um bom caso de desarticulação de medidas. Por um lado o Estado a querer acabar com o projecto, com toda a legitimidade, por outro lado as instituições aflitas a não quererem assumir mais encargos, com toda a legitimidade, pelo meio as crianças e jovens que do dia para noite vêem à sua volta uma confusão de adultos ansiosos sem saber se os seus postos de trabalho vão acabar ou não. Não me vou alongar mais sobre o sim ou não do plano DOM. Gostava de levantar uma outra questão. Qual o impacto deste zig zag ao nível dos despedimentos dos mais qualificados das instituições na construção da percepção que ...

Plano DOM

Muito se tem falado da continuação ou não do Plano DOM. É verdade que em tempo de crise todos os apoios são bem-vindos às instituições e qualquer corte adicional implica em muitos casos despedimentos e diminuição dos cuidados às crianças e jovens. SITUAÇÃO DE TODO A EVITAR!!! Sem querer ser demasiado polémico gostava de mais uma vez, e agora em tempo de balanço, desafiar o conceito do plano DOM do qual de alguma forma fui sempre crítico. Não por discordar na globalidade da sua filosofia até pelo contrário - reconheço em vários técnicos que encabeçaram o Plano DOM no ISS um enorme mérito técnico - mas sim por ter sempre achado que o plano não se inseria numa política integrada para o acolhimento de crianças em Portugal. Senão vejamos: a) Chegámos ao fim do programa sem ser publicado o decreto de lei que deveria regular a medida de acolhimento institucional, ficando esta medida de promoção e protecção como a única por regular. b) Chegámos ao fim do programa sem termos definido uma políti...