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Dados sobre o acolhimento de crianças e jovens 2011... que plano de intervenção em 2012?

Nos últimos dias na comunicação social... " Número de crianças em acolhimento desceu 27% " - Ler no Diário de Notícias (fonte: Agência Lusa) " Segurança Social: Governo apresentará "até junho" plano de intervenção para crianças e jovens institucionalizados " - Ler no Porto Canal (fonte: Agência Lusa) A que se deve esta descida de 27%? A mais e melhor trabalho a montante com as crianças e os jovens, e as suas famílias? E os jovens acolhidos? Que soluções para estes, quando o regresso à família não se perspectiva? Será que é desta que vão surgir meios para criar, por exemplo, mais apartamentos de autonomia para apoiar os jovens institucionalizados no seu processo de autonomização? E em relação às crianças mais novas, quando esgotada a possibilidade de regresso à família biológica, será que vão encontrar neste plano de intervenção respostas para uma mais fácil adopção? Será que... Tantas questões por responder. A aguardar por mais notícias sobr...

Parcas mudanças

Já não há dúvida que a atenção dos media está redobrada nos casos de maus tratos infantis. Ao ritmo semanal, a imprensa apresenta um novo caso grave e mais uma história de possível ineficácia das autoridades com responsabilidades em matéria de protecção da infância. A mediatização tem o “mérito” de redefinir a agenda política, colocando a prioridade na protecção à infância. Contudo, ao olharmos para este último ano e meio, pouco mudou nas CPCJs. Os técnicos de reforço às ainda não estão em funções, o diploma de regulamentação das medidas de Promoção e Protecção (i.e., acolhimento familiar, educação parental, e apoio para a autonomia de vida) ainda não foi publicado. Ainda não existe um guião de procedimentos uniformes que estandardize os procedimentos inter-serviços, sempre que existe a sinalização de um caso de maus-tratos grave. A esta lista devemos ainda adicionar o baixo número de programas "Escolhas" e "Ser Criança" aprovados (menos que um por distrito!). ...