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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta autoridade

Curso "Containment for growth" (OPUS)

Em colaboração com OPUS - An Organisation for Promoting Understanding of Society Destinatários Psicólogos Médicos Enfermeiros Assistentes Sociais Técnicos de Reinserção Social Professores Educadores Responsáveis por equipas de prestadores de cuidados e outros profissionais cuja actividade esteja relacionada com crianças e adolescentes em contexto de acolhimento residencial Objectivos Promover a oportunidade para os participantes explorarem, no workshop, temas relacionados com o exercício do processo de autoridade, liderança e iniciativa e estabelecerem ligações entre a aprendizagem no workshop e a experiência de trabalho com crianças e jovens em contexto de acolhimento residencial Programa PLENÁRIO DE ABERTURA GRUPO DE ESTUDO - Reuniões de pequeno grupo (12 elementos) com um dos formadores / consultores. GRUPO DE BASE - Reuniões de pequeno grupo (12 elementos), com um dos formadores/consultores. Neste grupo as ligações entre os papeis assumidos no workshop e nas or...

Formação em acolhimento de crianças

Ainda existem vagas para o curso de formação "Intervenção Terapêutica e Educativa em Unidades de Acolhimento Prolongado" a decorrer no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) em sete sábados consecutivos a partir de dia 22 de Abril. Este curso tem a carga horária de 21 horas e os seguintes módulos: As primeiras comunidades residenciais terapêuticas para crianças;  O ambiente social como espaço terapêutico;  Educação e função terapêutica a partir da rotina diária;  Autoridade e consequências da reparação;  A família e a instituição;  Afectos e emoções emergentes da tarefa;  Grupo de apoio aos que apoiam “Grupo Balint”.  Os interessados podem inscrever-se na secretaria do ISPA. TSM

Autoridade e sacos de rebuçados

Já algumas vezes referi neste blog a importância da autoridade ser mantida na base da pirâmide organizacional de uma instituição de acolhimento de crianças. A ideia é que quem deve ser percepcionado como tendo mais autoridade deve ser o prestador de cuidados que está, no dia-a-dia mais próximo da criança, e não o director que habita num gabinete no “último piso” da instituição. Uma directora de uma instituição de crianças gostava muito de conversar com os miúdos da sua instituição e, de forma a facilitar estas conversas, tinha colocado um boião de rebuçados em cima da sua secretária. Lógico que os miúdos adoravam aquele espaço. O que esta directora não se deu conta foi que estava a desautorizar a sua equipa. Esquecera-se de se certificar que cada chefe de equipa de casa, não teria um boião de rebuçados mas sim dois, e que cada prestador de cuidados não teria dois boiões de rebuçados, mais sim uma saca de 1kg, sempre às costas. Só assim as crianças iriam percepcionar o director com algu...

Balanço de formação em acolhimento prolongado de crianças e jovens

O primeiro curso de formação " Intervenção Terapêutica e Educativa em Unidades de Acolhimento Prolongado de Crianças e Jovens " terminou ontem em Leiria. O balanço é manifestamente positivo, realçando-se a motivação e interesse do grupo pela temática e a aquisição de um conjunto de ferramentas teóricas que nos parecem úteis para este contexto específico de intervenção. O grupo de formandos destacou como pontos positivos os tópicos relacionados com a gestão das equipas de prestadores de cuidados, e dos modelos de gestão da autoridade, sublinhando-se a importância de supervisão externa. Foi também referido que ficou claro que nem toda a comunicação é consciente e que existem elementos inconscientes que devem ser alvo de atenção e reflexão. Foi indicado como ponto mais fraco ou limite da formação, a falta de mais espaços de aprendizagem experiencial, destacando-se a ideia de que só se aprende o que de alguma forma nos diz respeito. Resta um obrigado ao grupo de formandas pelo mu...

Autoridade e crianças em risco acolhidas

É frequente por parte de monitores de instituições de acolhimento de crianças em risco o comentário que as crianças e o jovens fazem o que querem, não conferindo autoridade aos adultos. Esta queixa mais complexa fica quando todos temos bem presente que o problema não se resolve através de uma cultura de autoritarismo baseada na acção física musculada ou pela disseminação de ideias terroríficas do tipo “se não nos ouves é que ficas mesmo abandonado”. Então que solução? Que caminho a tomar? As crianças acolhidas, na sua grande maioria, são crianças em risco, isto porque a sua história está povoada por momentos de desencontro. Momentos que projectam uma sombra cinzenta sobre o estabelecimento de relações seguras e emocionalmente ricas. Estas crianças não tiveram na sua grande maioria alguém que as ensinasse a ler os seus afectos e a dinâmica emocional de uma relação. Neste sentido, são crianças desencontradas onde o vínculo é interpretado mais como grilhão do que como laço que liga ...