Há já algum tempo que estava com ideias de escrever este post. O tom é relativamente crítico para aqueles que advogam a favor e de forma indiscriminada a utilização de psico-fármacos em crianças e adolescentes. Quem trabalha em acolhimento de crianças, nomeadamente em Lares de Infância e Juventude, tem observado que cada vez mais os seus jovens entram nas instituições já medicados (principalmente os que são transferidos de outras instituições), normalmente com neurolépticos e estabilizadores de humor. Apesar de medicados estes jovens não vêem acompanhados de diagnóstico claro e muito menos acompanhados por um plano terapêutico adequado no qual estejam explícitos quais os objectivos terapêuticos. A nossa percepção é que a medicação é utilizada simplesmente como um colete de forças químico que tem como objectivo conter os comportamentos de oposição / protesto que estes jovens podem ter. Por outras palavras a medicação reduz a probabilidade destes jovens se expressarem. Desculpem pelo que...
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