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Acolher bem é acolher bem as famílias

Uma prova do aumento da maturidade do nosso sistema de protecção é a progressiva defesa do bom acolhimento das famílias nas instituições que acolhem crianças como é o caso dos CAT (Centros de Acolhimento Temporário). Infelizmente até há bastante pouco tempo imperou uma lógica maniqueísta na qual a família era sempre tida como a má da fita de quem se tinha de separar o mais possível a criança. É esta mesma lógica que explica a emergência de sucessivos centros de acolhimento em zonas rurais distantes dos centros urbanos e com poucas acessibilidades ao nível de transportes. Aliás, vigorou até há algum tempo a prática perversa de colocar as crianças pequenas longe da família, criando situações de abandono forçadas pela geografia. Quantos pais do centro e norte do país viram os seus filhos colocados no Algarve ou noutros distritos, impossibilitando-lhes de imediato o bom acompanhamento? Estou certo que muitos. Felizmente cada vez mais as instituições percebem que acolher bem uma criança é a...

Instituições de acolhimento do amanhã

Não me parece ser necessário estar recorrentemente a tentar inventar a roda. O problema de padrões de qualidade em instituições de acolhimento de crianças já foi alvo de dedicada atenção por parte de inúmeros técnicos e organizações governamentais nos diversos países ocidentais. Partindo do princípio que a espécie humana é só uma e que as necessidades básicas de afecto que uma criança necessita para crescer são mais ou menos similares em Portugal e no resto do mundo, não percebo porque é que não começa a existir um esforço de transposição do padrões mínimos de qualidade exigidos às instituições de acolhimento de crianças no estrangeiro para a realidade portuguesa. Podem consultar os standars aqui . Óbvio que podemos continuar a adiar o processo e a nos lamentarmos com as instituições que temos e com as suspeitas de maus-tratos e abusos institucionais. Podemos também continuar com o discurso politicamente correcto que as instituições de acolhimento de crianças são resquícios da revo...