CriançaSemRisco

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Acolhimento terapêutico de crianças e jovens e trabalho terapêutico com suas famílias

Um caminho para o acolhimento terapêutico de crianças e jovens
Quarta-Feira, 13 de Junho de 2012

Temas
Acolhimento terapêutico de crianças e jovens; - Modelos de especialização dos Lares de Infância e Juventude; - Comportamentos desafiantes das crianças e jovens; - Liderança e autoridade dos educadores; - Construção de equipas terapêuticas; - Trabalho em grupo com crianças e jovens; - Equipas, acções e práticas no terreno.

Objectivos
Sensibilizar os participantes para a necessidade do acolhimento cumprir cada vez mais uma função terapêutica para as crianças e jovens. - Reflectir para a necessidade da especialização e mudança organizacional das instituições de acolhimento de forma a ajustarem-se às reais necessidades das crianças e jovens. - Melhorar as competências de construção de projetos de desenvolvimento de crianças e jovens em acolhimento.

Trabalho terapêutico com famílias em acolhimento de crianças e joven
Segunda-feira, 25 de Junho de 2012

Temas
Papel da família de crianças e jovens em acolhimento; - Trabalho e história de vida; - Preservação da reunificação familiar; - Famílias multiproblemáticas; - Trabalho em rede; - Avaliação e intervenção com famílias no âmbito de actuação do Sistema de Protecção de Crianças e Jovens; - Avaliação e suporte para a mudança (visitas à instituição, espaços de intervenção psico-educativa).

Objectivos
Sensibilizar os participantes para a importância que o trabalho com as famílias tem para a construção da identidade das crianças e dos jovens institucionalizados; - Sensibilizar os participantes para a co-construção dos projectos de vida com as famílias; - Desenvolver uma abordagem eco-sistémica e colaborativa no trabalho com famílias; - Reflectir sobre os modelos, estratégias e instrumentos de avaliação e intervenção com famílias.

Metodologia dos Workshops
Exposição de conteúdos, trabalhos e dinâmicas de grupo, discussão de casos, visualização de vídeos e role plays. Os participantes terão a oportunidade de participar num workshop com uma abordagem reflexiva e colaborativa, centrada nas soluções, com base na experiência de técnicos no trabalho com crianças, jovens e famílias em contexto de acolhimento.

Cartaz

Programa

Ficha de Inscrição

Os workshops serão facilitados por mim e espero que seja uma excelente oportunidade para voltar a trabalhar com os colegas do Norte com quem sempre aprendo.

PVS

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Criança de seis anos impedida de frequentar escola por ser hiperactiva

"A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) diz que não é caso único. Este ano lectivo é o quarto, desde Janeiro, todos na área abrangida pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN). A CONFAP avisa o Ministério da Educação e Ciência (MEC): “É um caminho perigoso porque representa a desistência do sistema” destas crianças."

Notícia de hoje do Público. Leitura completa aqui.

TSM

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Crianças em perigo: 800 anos de História

Estamos habituados a ver o abuso sexual de crianças como um fenómeno recente. Não me recordo de ler, enquanto estudava na Universidade, casos relacionados com abuso sexual de crianças nos jornais. Nem me recordo de ter abordado esta temática no curso de Psicologia, nem mesmo quando frequentei o ramo de Psicologia Clínica. E no entanto, cada vez mais têm sido noticiados casos de abusos sexuais de crianças nos jornais e na televisão. É de resto muito rara a semana em que não surjam notícias sobre abusos sexuais de crianças, principalmente no Correio da Manhã. De repente parece que existe uma "nova" realidade e que de repente inúmeros casos de abuso sexual começaram a surgir nas primeiras décadas do século XXI.

Podemos assim criar a convicção (falsa) que o abuso sexual de crianças é um fenómeno recente e que as suas causas devem ser procuradas no contexto social actual. No entanto este é um fenómeno com quase 800 de história documentada, pelo menos no caso português. E se no campo da Psicologia esta referência passou despercebida, na historiografia o documento que se segue tem sido muito estudado.

Este documento datada aproximadamente entre 1214 a 1216 relata um caso de abuso sexual de uma criança. O caso vem descrito no que é considerado como o primeiro documento escrito em português a "Notícia de Torto" publicada no Album de Paleografia de João Alves Dias, Oliveira Marques e Teresa Rodrigues e editado pela Editorial Estampa.

Este documento descreve os agravos feitos contra o nobre minhoto Lourenço Fernandes da Cunha que tinha caído em desagravo junto do Rei D. Sancho I. Aproveitando esta circunstância, um grupo de parentes seus aproveitou para lhe roubar frutos, dinheiro e terras, tudo descrito neste documento, presumivelmente dirigido a D. Sancho I. No meio do mesmo documento aparece descrito como um tal de Gonçalo Gonçalves desunro sa fili pechena. Ou seja, no meio dos conflitos familiares a filha pequena de Lourenço Fernandes - presumivelmente pré-púbere como se entenderia neste contexto o que certamente quereria dizer que teria menos de 12 anos - terá sido abusada sexualmente por um dos rivais e parente do seu pai.

Não sabemos mais sobre o que aconteceu a esta filha - nem qual seria - mas mesmo passados 800 anos não podemos deixar de empatizar com o seu sofrimento, vítima de um conflito familiar. Passados 800 anos ainda inúmeras crianças são vítimas de abusos sexuais por ano e, não sendo este um fenómeno novo, talvez tenhamos de repensar as respostas actuais para com estas.

Até que ponto é que no contexto de crianças em perigo faz, ou não sentido, criar respostas específicas para crianças vítimas de abusos sexuais? Até que ponto é que respostas não específicas não constituem maus-tratos na medida em que não se adequam às necessidades específicas destas crianças?

Se calhar ao fim de 800 anos temos de começar a abordar estas questões em profundidade.

TSM


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sete maneiras de ajudar sem gastar dinheiro

"O nosso tempo e talento podem ajudar tanto (ou mais?) do que o nosso dinheiro. Tempo é dinheiro, já se sabe, mas, por vezes, gastamo-lo em coisas tão inúteis que é bom saber como o podemos aproveitar melhor. O que sabemos fazer também pode ser usado fora do lugar de trabalho e das portas de casa. Seja por puro altruísmo – simplesmente para ajudar o outro – ou com um bocadinho de egoísmo à mistura porque ajudar nos faz sentir bem, não ter dinheiro não é desculpa para não dar nada."

Público, 16/05/2012

Leitura completa disponível aqui. A ler e partilhar!

ADC

Numb

Há já algum tempo que estava com ideias de escrever este post. O tom é relativamente crítico para aqueles que advogam a favor e de forma indiscriminada a utilização de psico-fármacos em crianças e adolescentes. Quem trabalha em acolhimento de crianças, nomeadamente em Lares de Infância e Juventude, tem observado que cada vez mais os seus jovens entram nas instituições já medicados (principalmente os que são transferidos de outras instituições), normalmente com neurolépticos e estabilizadores de humor. Apesar de medicados estes jovens não vêem acompanhados de diagnóstico claro e muito menos acompanhados por um plano terapêutico adequado no qual estejam explícitos quais os objectivos terapêuticos. A nossa percepção é que a medicação é utilizada simplesmente como um colete de forças químico que tem como objectivo conter os comportamentos de oposição / protesto que estes jovens podem ter. Por outras palavras a medicação reduz a probabilidade destes jovens se expressarem. Desculpem pelo que vou dizer mas por vezes tenho a sensação que a dosagem da medicação é acertada através da ansiedade do adulto que acompanha o jovem à consulta. Quando o adulto está calmo e diz que os comportamentos incomodam pouco, o médico diminui a dosagem; quando o adulto está mais ansioso, o médico reforça a dosagem. Existe quase que uma medicação por procuração, baseada nos níveis de ansiedade do adulto.

A minha experiência é que estes mesmos jovens, numa instituição de acolhimento bem organizada e com a participação activa dos jovens na gestão e administração das rotina rotinas, rapidamente começam a dispensar praticamente a medicação ou pelo menos a reduzirem a significativamente a dosagem. O comportamento de protesto dos jovens em muitos casos é um sintoma crítico no processo de adaptação que estes jovens têm de fazer à experiência de institucionalização. Viver numa casa 24h sobre 24h com outras 20 ou 30 crianças e jovens, não ter um adulto de referência, ter um milhão de regras impostas (top to down) exige um esforço enorme, por vezes sobre-humano.

Na minha opinião devemos questionar sempre quando nos chega um jovem medicado sobre qual a patologia? Qual é o problema de saúde mental? Qual é a finalidade da terapêutica?

Deixo-vos um vídeo provocador elaborado pela Citizens Commission on Human Rights (CCHR).



PVS

quarta-feira, 16 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

International Day of Families 2012

Hoje é o Dia Internacional da Família. Das Famílias, aliás, porque as há com todas as formas e feitios. Cada uma sempre original e em permamente reinvenção.

Este Dia foi escolhido em 1992 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e desde há alguns anos que o Secretário-Geral escolhe um tema específico e prepara uma mensagem especial para a ocasião. Este ano o tema é "Ensuring work family balance". Deixo-vos as palavras de Ban Ki-moon.

"This year’s International Day of Families highlights the need for work-family balance. The aim is to help workers everywhere provide for their families financially and emotionally, while also contributing to the socio-economic development of their societies.

Current trends underscore the growing importance of work-family policies. These include greater participation by women in the labour market, and growing urbanization and mobility in search for jobs. As families become smaller and generations live apart, extended kin are less available to offer care, and employed parents face rising challenges.

Millions of people around the world lack decent working conditions and the social support to care for their families. Affordable quality childcare is rarely available in developing countries, where many parents are forced to leave their preschool children home alone. Many young children are also left in the care of older siblings who, in turn, are pulled from school.

A number of countries offer generous leave provisions for mothers and fathers. Many more, however, extend few comprehensive benefits in line with international standards. Paternity leave provisions are still rare in the majority of developing countries.

Flexible working arrangements, including staggered working hours, compressed work schedules or telecommuting, are becoming more widely available – but there is much room for improvement everywhere. I am committed to this in our own organization, where we are currently looking at our own arrangements, and seeing what we can do better.

We need to respond to the ever-changing complexities of work and family life. I welcome the establishment of family-friendly workplaces through parental leave provisions, flexible working arrangements and better childcare.

Such policies and programmes are critical to enhancing the work-family balance. These actions can also lead to better working conditions, greater employee health and productivity, and a more concerted focus on gender equality.

Work-family balance policies demonstrate both a government’s commitment to the well-being of families and the private sector’s commitment to social responsibility.

On this International Day of Families, let us renew our pledge to promote workfamily balance for the benefit of families and society at large."

Um feliz dia para todas as famílias! Não só hoje. Porque se o Natal é sempre que um homem quiser, como escreveu Ary dos Santos, então o Dia da Família também pode ser todos os outros dias do ano.

ADC

sábado, 12 de maio de 2012

Uma homenagem às Mães

Hoje é Dia da Mãe no Reino Unido. É o segundo domingo de Maio, uma semana depois do Dia da Mãe em Portugal. Mas os Dias da Mãe são todos os dias.

Como refere o vídeo, é o trabalho mais difícil do mundo. Mas é também o melhor! Vejam esta bela homenagem a todas as mães, lembrando que por detrás de cada criança, ajudando-a a crescer saudável e feliz, a concretizar o seu potencial, está (ou deveria estar...) uma mãe.



ADC

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Risco de maior abandono escolar e de aumento do trabalho infantil

"O comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa alerta que a crise económica em Portugal está a gerar mais abandono escolar e há um "risco real" de aumento do trabalho infantil."

Notícia publicada ontem no Económico. Ler mais aqui.

ADC

quinta-feira, 10 de maio de 2012

7ª Semana da Prevenção dos Maus-Tratos Infantis (Évora)

Uma iniciativa a divulgar.
ADC

"Caros parceiros,

Como habitualmente a Associação "Chão dos Meninos" vai dinamizar um seminário no âmbito da 7ª Semana da Prevenção dos Maus-Tratos Infantis.

Este ano escolhemos o tema "Coisas desse Género: do risco à proteção", e contaremos com vários palestrantes que abordarão diversos temas que se entrecruzam com as questões de igualdade de género: violência doméstica, coparentalidade, alienação parental, práticas educativas promotoras de igualdade de género (com apresentação e dinamização de actividades) em contexto educativo formal e não formal (instituições de acolhimento).

Serão dinamizados dois workshops, um deles direcionado para as práticas promotoras da igualdade de género em contexto de acolhimento institucional, e um outro para as actividades a desenvolver com jovens que promovam a igualdade de género.

Todas estas actividades serão desenvolvidas dia 25 de Maio (as comunicações terão lugar durante a manhã e os workshops no período da tarde).

Enviamos em anexo o respetivo programa e apelamos à vossa participação e divulgação pelos vossos contactos.

Com os melhores cumprimentos,

Dora Pereira
Coordenadora Técnica"

(Clicar sobre as imagens para as ampliar.)



segunda-feira, 7 de maio de 2012

A escola de hoje?



Ken Robinson é dos pensadores mais actuais a questionar o modelo educativo que desejamos para as nossas crianças e sociedade. Porquê matar a curiosidade? Quando cada vez mais sabemos que o valor está na diferença que faz a diferença.

PVS

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Obesidade infantil vs crianças em risco

Acho que todos concordariam comigo se dissesse que todos nós desejamos que as nossas crianças tenham tudo o que é bom e o melhor tratamento possível. Tanto assim é que perante situações de negligência ou abuso infantil nos sentimos facilmente incomodados e impelidos a fazer queixas a todas as CPCJ’s do país.

Ainda assim, faz-me alguma confusão que temas como a obesidade infantil nos passe tão à margem…

Parece-me que há uma maior facilidade para lidar com a obesidade do que com a possibilidade da criança X não ter tomado o lanche a meio da tarde e poder estar esganada de fome. Rapidamente são postas em causa capacidades de concentração, acomodação e assimilação, e a seguir as capacidades de determinados pais assegurarem uma alimentação básica. E quem sabe daí não surge logo mais um pedido de acolhimento…

Enfim, sei que estou a exagerar, mas se na verdade nos preocupa tanto o facto de algumas crianças ficarem em situação de risco por não terem uma alimentação básica assegurada não nos deveria também preocupar o facto de algumas crianças terem a sua saúde em risco devido ao excesso peso?

No outro dia, ao assistir a um programa do Dr. Oz sobre obesidade infantil (T. 2, Ep. 158), os pais (neste caso, as mães) justificavam-se com a genética (! – a genética terá mudado assim tanto de há 20 anos para cá?), com o facto de sair mais barato comprar comida não saudável, e com o facto de acharem que os seus filhos são os verdadeiros responsáveis pela quantidade (e tipo) de comida que comem. Não me surpreendeu que no final do programa tenham relatado o número enorme de crianças que são retiradas destas famílias, nos EUA, precisamente por se encontrarem concreta e visivelmente em perigo de vida.

É que ao aceitamos tão facilmente que a obesidade se trata de uma causa dos nossos tempos, e que de alguma forma é "normal", se calhar também está na altura de pensarmos em novas formas de reeducar estas famílias.

CBR

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Terri: Enfrentar o mundo de pijama vestido!

Um filme sobre o bullying, a importância das amizades e de pessoas que fazem a diferença. E muito humor à mistura. A não perder no Indie Lisboa esta semana ou num DVD perto de si!



RC