CriançaSemRisco

sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Os editores do Blog Crianças em Risco, desejam a todos um Santo Natal com a esperança que o próximo ano seja um ano cheio de de crianças felizes e muito, muito menos, crianças mau tratadas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pobreza em Portugal

A imprensa sensivelmente noticiou os resultados de um estudo encomendado pelo Banco Alimentar e pela Entre Ajuda ao Centro de Sondagens da Universidade Católica sobre a situação de pobreza actual do país.

Ficam agora os links dos resultados do estudo

Inquérito às IPSS resultados síntese.

Inquérito aos utentes das IPSS, resutados sintese.

Pedro Vaz Santos

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Workshop em Play therapy

Caros colegas,

Após o sucesso que os Workshops em Play Therapy têm tido este ano, voltamos a organizar uma terceira edição do mesmo no próximo dia 4 de Janeiro de 2011 em Lisboa.

A Play Therapy - ou a terapia pelo brincar, vem oferecer um espaço em que a criança se sinta segura para explorar os seus sentimentos, pensamentos e experiências através do brincar. Dá a possibilidade à criança de se expressar, ao seu próprio nível e ritmo, para que possa dar sentido às suas experiências traumáticas numa relação de confiança com o terapeuta.

A Play Therapy porporciona à criança a oportunidade de explorar e entender sentimentos que muitas vezes se tornam difíceis de colocar em palavras. A dinâmica criada entre a criança e o terapeuta permite-lhe não só modificar comportamentos, como possibilita a construção de novas relações saudáveis. A Play Therapy ajuda a criança a comunicar de forma mais saudável, aumentado a sua auto-estima e auto-confiança, o que obviamente vai ter um impacto na forma como passa a lidar com as suas dificuldades no mundo real.

O Workshop estará organizado de forma a proporcionar vários momentos de trabalho com a apresentação de conteúdos teóricos e práticos, estando dividido em 4 "espaços", com o intuito de fazer emergir, reflectir, agir e pensar a Play Therapy.

Para mais informações - www.labirintoscoloridos.com/playtherapy

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Formação Experiencial

Caros Colegas,

Como sabem juntamente com o Tiago tenho tido a oportunidade de leccionar diversas formações sobre acolhimento de crianças. As formações apesar do nosso esforço para não serem muito teóricas, acabam sempre por se afastarem da realidade da experiência de trabalho com um grupos de pessoas que vivem em conjunto.

Decidimos então aventurar-nos e propor uma formação totalmente inovadora. Uma formação de cariz experiencial, com base no modelo de Group Relations da Tavistock. A ideia é simples criármos uma organização temporária de acolhimento (3 dias) no qual os formandos tem a oportunidade de assumirem diferentes papéis e experimentarem viver em contexto residencial.

A proposta é: três em Sines na Colónia de Férias a Conchinha, a viver numa espaço especialmente vocacionado para acolher crianças, organizando durante esses três dias um conjunto de actividades de aprendizagem em grupo bem como organizar a rotina diária do grupo.

Esta é uma formação para todos os "corajosos" que querem realmente saber mais sobre acolhimento terapêutico.

Pode saber mais no site: www.labirintoscoloridos.com/conchinha.

Um Abraço,

Pedro Vaz Santos

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sexy Inc. Our Children Under Influence

A não perder. Um documentário de 35 minutos de Sophie Bissonnette (2007) sobre a hipersexualização infantil, os seus efeitos e algumas dicas para lidar com o fenómeno. Para visualizar, clicar sobre Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte 4.

Com o objectivo de sensibilizar para a questão, foi desenvolvido um guia para facilitar a utilização deste material junto de diferentes grupos, desde pais a quaisquer outros cidadãos interessados no assunto. Para fazer o download do mesmo, clicar aqui.

Mais informação disponível no website http://films.nfb.ca/sexy-inc.

ADC

sábado, 13 de novembro de 2010

XVIII ISPCAN International Congress on Child Abuse and Neglect (2010)

Estou há umas semanas para escrever estas linhas. Tal demora em partilhar algumas coisas que retirei do XVIII Congresso Internacional da ISPCAN - International Society for the Prevention of Child Abuse and Neglect advém do facto de este ser um daqueles congressos que nos marcam e cujas aprendizagens que deles retiramos demoram o seu tempo a “digerir” mentalmente e a arrumar na secretária.

O mesmo já me havia acontecido com o congresso regional da ISPCAN a que assisti na FIL de Lisboa em 2007 (+info). O que me cativou desde então na ISPCAN é a sua natureza multidisciplinar que se reflecte nas publicações e eventos. Partindo da promoção dos direitos da crianças, e adoptando este carácter holístico, a ISPCAN procura estimular a investigação e divulgação de práticas inovadoras de prevenção e tratamento relativos a todas as formas de crueldade para com crianças e jovens. Vale a pena espreitar o site oficial, conhecer melhor a actividade desta sociedade e ler as várias publicações que partilha gratuitamente. De entre as disponíveis, destaco "Preventing child maltreatment: A guide to taking action and generating evidence".

O congresso internacional da ISPCAN realiza-se de dois em dois anos e, em cada ano que separa os dois congressos internacionais, um outro congresso regional realiza-se na Europa, assim como noutras regiões do mundo. O próximo europeu será na Finlândia em Setembro de 2011 e o deadline para submissão de abstracts é 15 de Março (+info).


Mas voltando ao congresso internacional da ISPCAN de 2010. Realizou-se em Honolulu em associação com o Kapi’Olani Child Protection Center. À excepção de não conseguir encontrar o programa do evento online, nada tenho a apontar à organização. Gostava de partilhá-lo pois é sempre interessante folhear os programas e perceber o que se anda a pensar/fazer nas nossas áreas de interesse. Se alguém quiser ter acesso ao mesmo, pode contactar-me directamente. Por ora limito-me então a partilhar alguns documentos disponíveis online - uns mais recentes que outros - associados ao evento (para aceder basta clicar sobre os títulos) . Espero que vos sejam úteis. Boas leituras!

The State of the World's Children - Special Edition Celebrating 20 years of the Convention on the Rights of the Child (UNICEF) - Nota: Estatísticas disponíveis aqui.

Strengthening Families and Communities (US Dep. of Health and Human Services - Administration for Children and Families)

Adapting a Systems Approach to Child Protection: Key Concepts and Considerations (UNICEF & University of Chicago) - Nota: Embora a versão online esteja apresentada como draf, já confirmei e é igual à versão final em papel.

Strategic Information for Child Protection (UNICEF)

Protecting Children Journal (American Humane Association) - Nota: É possível fazer o download gratuito de vários documentos.

Information and Resources for Childwelfare Professionals (The California Evidence-Based Clearinghouse for Child Welfare)

ADC

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Há pessoas que nos marcam...

Penso que todos nós temos pessoas que nos marcaram de alguma maneira, sejam estas familiares, amigos ou professores. Neste último caso confesso que tive a sorte de ter encontrado alguns professores que me marcaram distintamente e que me ajudaram a ser quem sou, não só enquanto pessoa, mas também na minha vida profissional.

Tive há pouco a notícia que uma dessas pessoas morreu recentemente, António Candeias, Professor de Ciências da Educação no ISPA (onde o conheci) e depois na Nova. Recordo-o como professor da cadeira de ciências da educação no 2º ano do ISPA, onde tantas vezes tentava que pensássemos e nos provocava de forma enérgica, mas que depois referia que tentava fazer com os alunos, o mesmo que lhe tinha sido feito pelos professores que o marcaram mais e com quem sentiu que tinha aprendido.

Mas recordo-o principalmente como alguém que teve a paciência de ouvir em várias tardes de Verão dos anos 90, os projectos e ideias de um seu jovem aluno, tendo ainda a paciência de ler os trabalhos deste sobre história, literacia e ascensão social na idade média. Teve a paciência de escutar e ajudar a pensar o que fazer com essas ideias, com sentido crítico e de realidade, não deixando de alertar para o risco de diletantismo e dispersão inerente a vários e tão díspares interesses.

Lembrei-me várias vezes nestes anos dessas conversas ( cheguei a comprar a sua tese de doutoramento), apesar de ter perdido o contacto desde essa altura. Se calhar as conversas de que me lembro não são as que tive exactamente. Mas a sensação de ter conversado, de ter sido ouvido e a sua forma de pensar marcou-me. Se calhar um pouco da forma como tento ser em formações tem a ver com as aulas do António Candeias. No final de contas, tento fazer em formação o mesmo que os professores com quem aprendi mais, e que me marcaram, fizeram comigo. António Candeias foi indiscutivelmente uma dessas pessoas.

Pode-se ver aqui o seu precurso académico.

Tiago

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Guia Inglês sobre Acolhimento de Crianças

O National Institute for Health and Clinical Excellence do Sistema Nacional de Saúde Inglês (NHS), publicou um guia para a promoção da qualidade da intervenção com crianças em acolhimento residencial e acolhimento familiar (looked-after children).


O guia é uma boa referência actualizada do estado da arte e uma base de estudo para as equipas Portuguesas.

Para aceder ao documento basta clicar no link: Promotiong quality of life of looked-after children and young people.

Boa Leitura

Pedro Vaz Santos

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Intervenção em Contexto

Cada vez mais é unânime que a intervenção terapêutica é mais eficaz quando realizada em contexto de rotina diária. Já por diversas vezes reforcei este tema, quando discuti a importância das equipas educativas das instituições de acolhimento aproveitarem a rotina da instituição para trabalharem dimensões emocionais.

A tendência de trabalhar em contexto não é exclusive do Acolhimento Residencial, cada vez mais na área da Intervenção Precoce e no apoio às necessidades educativas especiais NEE as evidências cientificas dão conta que a intervenção mais eficaz é que utiliza o professor / educador como primeiro terapeuta, ocupando o "perito", por exemplo um terapeuta da fala ou um psicólogo no lugar de consultor do educador.

Esta perspectiva tem crescido no estados unidos e pode ser consultada no site do projecto Connect. No site poderão encontrar alguns vídeos interessantes sobre a metodologia e algumas informação útil. Irão também encontrar referência a uma colega nossa a Raquel Corval que no presente está a trabalhar neste modelo de intervenção e na sua adaptação para o contexto português.

Pedro Vaz Santos

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Guia para o Sistema de Protecção

A Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, publicou um guia de intervenção para o sistema de protecção de crianças e jovens em perigo.

O guia tem alguns pontos que vale a pena realçar:
- Modelo Ecológico de Avaliação, baseado no modelo Inglês.
- Sublinha cada vez mais que o sistema destina-se à intervenção na área dos Maus Tratos, mais do que área do combate à pobreza.
- Sublinha bem que os procedimentos de urgência nomeadamente a aplicação do Art.º91 só pode ocorrer em casos muito, muito excepcionais, nomeadamente quando o perigo é actual. Não se podendo aplicar este procedimento face a uma situação ficcionada.

Guia de Orientações

Pedro Vaz Santos

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ser Criança - Um direito a proteger


No dia 21 de Outubro no Centro Cultural Casapiano vai decorrer uma jornada de formação intitulada "Ser criança: um direito a proteger".



Os temas a serem abordados em mesa são:

1. "Os direitos das crianças e as convenções internacionais".

2. "Experiências de reflexão com crianças sobre os seus direitos"

3. "A lei de protecção"

4. "A participação das crianças na implementação dos seus próprios direitos"

Deixo aqui o programa para que possam ver.

Tiago

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Seminário - O corpo que pensa

Vão decorrer em Montemor o Novo vários Seminários Avançados sobre "A integração do corpo, mente e pensamento" orientados por Pia Kraemer.

Os seminários vão ser dedicados à exploração criativa do movimento e da dança numa perspectiva de inter-relação psico-pedagógica.

Para mais informações contactem:
info@oespacodotempo.pt

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pais a pedirem ajuda às CPCJ's

Hoje o Diário de Notícias publica uma notícia que dá que pensar. No total dos casos sinalizados às Comissões de Protecção 8,8% (2342) a sinalização é realizada pelos pais. Estamos falar de um número crescente de pais de crianças e adolescentes que confrontados com comportamentos pouco adaptativos dos seus filhos e sem respostas de apoio na escola e na área da saúde mental infanto-juvenil vêem-se obrigado a recorrer ao sistema de protecção. Nos casos mais graves, nos quais os pais já estão verdadeiramente exaustos e sem saber como reagir ao comportamento desadequado dos filhos, chegam mesmo a pedir o internamento da criança ou jovem. A resposta fácil a este problema é atribuir de forma simplista a responsabilidade dos comportamentos desadequados aos pais. Não raras vezes ouvi a pergunta que tipo de pai ou mãe pede para o filho ser acolhido.


Arrisco-me afirmar que talvez os melhores.

Devemos perceber que muitos dos pais e mãe que batem à porta das Comissões de Protecção são pais de crianças problemas graves na área da saúde mental, crianças doentes. Os pais batem a esta porta eles próprios à procura de uma última esperança. Muitos já foram a consultas esporádicas de pedopsiquiatria ou de psicologia no hospital ou no centro de saúde, contudo sabem que os comportamentos menos adequados não mudaram.

Quando abrimos a porta a estas famílias devemos ter a noção que estão exaustas, frustradas, que precisam de ser apoiadas como qualquer família que vive diariamente com a violência da doença mental dentro de portas.

Um dos perigos deste fenómeno de “canalização” dos problemas de saúde mental para o Sistema de Protecção por ausência de serviços especializados é possibilidade de se criar um excesso de processo no sistema de protecção que o torne ineficaz e pouco orientado para sua verdadeira missão de protecção de crianças e jovens vítimas de diferentes formas de maus tratos (negligência e abuso).

Parece-me que uma interpretação lata do conceito de Perigo de forma a conter dentro do sistema todas as crianças e jovens que assumem comportamentos que não são contidos pelos pais, irá levar rapidamente sobrelotação do sistema e à sua possível inoperacionalidade.

Fica a sugestão para dotarmos a nossa sociedade de respostas válidas na área da saúde mental infantil e juvenil que funcionem, tanto ao nível de prevenção primária, secundária e em último caso ao nível da prevenção terciária.

Pedro Vaz Santos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Multiple Family Therapy - 1.º Dia de Formação

Hoje iniciei a formação em Multiple Family Therapy, no Marlborough Family Centre. Não há palavras, muito bom.

A primeira grande ideia é a posição do terapeuta como criador de contextos. O terapeuta tem a responsabilidade de criar de forma espontânea “quase mágica” situações nas quais as famílias comuniquem e mudem. Imaginem um terapeuta, com mil e um “jogos”, actividades e tarefas que de segundo a segundo tira do bolso uma nova ideia. Conseguem imaginar “nonstop” therapy, sem silêncios, então estão a ver o Eia Asen, o nosso formador.

Os colegas mais psicanalíticos ficariam por certo aflitos com a ausência de silêncios, esse tempo precioso, que nós, terapeutas, adoramos para pensar no que fazer ou dizer ao cliente. O silêncio em MFT não existe, a ideia é manter o grupo numa permanente fluidez sem que a ansiedade das famílias aumente muito. Um dos pormenores interessante é o facto das sessões em MFT serão gravadas em vídeo, sendo a gravação utilizada para as famílias num segundo momento poderem dar feedback sobre a sua dinâmica.
Amanhã escrevo mais.

Pedro Vaz Santos

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Multi Family Therapy

No meu último post referi o facto de ter-me inscrito numa formação sobre Multiple Family Therapy (MFT), no Marlborough Family Centre em Londres. No âmbito da minha preparação para esta formação iniciei as minhas leituras sobre MFT. A descoberta mais recente que recomendo vivamente é o novo livro de Eia Asen e do Michael Scholz. O livro chama-se Multi-Family Therapy: concepts na thechniques e foi publicado pela Routledge em Julho último.



Recomendo o capítulo 6 “working with multiproblems families” que descreve o trabalho do Day Centre (Hospital de Dia para Famílias) que foi desenvolvido inicialmente tende por base os modelos de Comunidade Terapêutica (anos 70) e que posteriormente por influência de Salvador Minuchin que colaborou com a unidade (anos 80) assumiu uma visão mais sistémica. No presente o centro tem um modelo sistémico que integra diferentes perspectivas e que convive de forma muito próxima com algumas ideias psicodinâmicas. Muito interessante a forma como articula o trabalho de crianças que estão em acolhimento familiar (fostering) com o trabalho terapêutico com as famílias de origem.

Quem tiver a possibilidade mande vir o livro, já sabe que pode contar comigo para discussões acerca do tema.

Pedro Vaz Santos

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Workshop Dramaterapia

Vai realizar-se no dia 25 de Setembro um workshop sobre dramaterapia na clínica do Parque que me parece muito interessante para quem queira saber mais sobre esta técnica psicoterapeuta.

O mail de contacto é arterapias@sapo.pt

Tiago

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Relógio de Areia e Rede Laços

O meu silêncio prolongado no Blog, infelizmente não se deveu a férias. O verão foi de adaptação a uma nova instituição, Fundação “O Século” e a uma nova equipa de trabalho. Já tinha tido a oportunidade de partilhar que assumi a liderança na implementação de novos projectos o Relógio de Areia (Centro de Apoio à Família e Aconselhamento Parental) e a Rede de Laços (Serviço de Acolhimento Familiar).

O Relógio de Areia (CAFAP) pretende ser um serviço especializado em trauma e violência familiar que irá trabalhar prioritariamente com as famílias e crianças vítimas de maus tratos e experiências traumáticas residentes na área de Cascais / Oeiras. O Centro irá dispor de um conjunto de respostas terapêuticas que irão adequar-se às necessidades específicas de cada criança e família. Para despertar a curiosidade vou mencionar algumas respostas inovadoras que estamos a desenvolver: grupos lúdicos pais – criança, arte-terapia, trabalho de história de vida ou terapia multi familiar.

A outra paixão é a Rede de Laços, um serviço de acolhimento familiar, alternativo ao acolhimento institucional, no qual a Fundação “O Século” irá ficar responsável por Captar, Formar e Seleccionar uma bolsa de famílias de acolhimento, disponíveis para acolher transitoriamente crianças em perigo. Durante o acolhimento a equipa da Fundação será responsável pelo acompanhamento da medida de colocação e por um conjunto de apoios educativos / terapêuticos que incluem a criança, família de origem e família de acolhimento.

Concluindo estou cheio de ideias, sonhos e teorias, tenho agregado informação sobre trabalho com famílias e sobre acolhimento familiar, tenho visitado instituições e tenho tentado aprender muito. Prometo que vou tentar partilhar mais do meu novo percurso agora mais distante do acolhimento institucional para que os leitores do blog possam ir seguindo o percurso e idealmente extraindo ideias para a sua prática.

ah!! já me esquecia de referir… Inscrevi-me numa formação Marlborough Family Centre em Londres, sobre Terapia Multi Familiar (MFT) com o Eia Asen, portanto em breve vou para Londres e vou dando notícias desta formação.

Pedro Vaz Santos

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Modelo de Acolhimento Terapêutico de Crianças do SAACS

Estamos a organizar um workshop sobreo Modelo de acolhimento terapêutico do SAACS, destinado ao acolhimento de crianças com perturbações emocionais e do comportamento vítimas de abuso sexual. O workshop vai realizar-se no dia 1 de Outubro no IPJ do Parque das Nações.

O workshop será realizado por Richard Rose, director do Mary Walsh Institute, que nos últimos 12 anos tem-se dedicado à investigação e formação na àrea de trabalho de história de vida e no acolhimento terapêutico de vítimas de maus tratos.

Informação adicional pode encontrar-se neste site.

Tiago

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A transmissão geracional da vinculação...

Olá, após longa pausa na minha colaboração neste blog, eis-me aqui para vos dar a conhecer um excelente e recentíssimo artigo onde colabora o já conhecido psicanalista Peter Fonagy, de nome Is attachment transmitted across generations? The plot thickens.

Este artigo permite-nos hoje contrariar certos juízos dogmáticos, que determinam todo e qualquer fatalismo sobre qualquer infância exposta a padrões de comportamento maternal de vinculação insegura (implícitos em qualquer situação de desorganização psicológica; negligência; maus-tratos; etc.), ou seja, não é linear a lógica de causa-efeito entre uma coisa e a outra.

Não é também linear e vinculativa, a lógica de que todo e qualquer padrão de vinculação é transmitido de geração em geração por "fotocópia", podendo-se desencadear por exemplo nos bébés e crianças, estratégias auto-protectoras face a padrões de vinculação disfuncionais da mãe.

Isto vem reforçar a máxima de todos os que trabalham nas mais variadas áreas sociais e da saúde mental, de que vale a pena trabalhar para a mudança dos nossos utentes, independentemente dos factores de risco a que estiveram expostos.

Nuno Pinho Francisco

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Curso na Tavistock "Work with under fives"

O nosso parceiro Tavistock Clinic vai realizar em Maço e Abril um curso intensivo sobre trabalho com crianças com menos de 5 anos.

Este curso é uma óptima oportunidade para quem quer aprender mais ou desenvolver-se no trabalho com crianças pequenas. Não posso deixar de referir que a coordenadora do curso é Louise Emanuel que não só tem bastante experiência como é extraordinariamente clara e calma na exposição. Assisti a um paper que apresentou sobre trabalho com crianças acolhidas em instituição na conferência da OPUS em 2008 e gostei imenso, não só do conteúdo como da exposição

Para mais informações podem ver no site da TAvistock.

Aproveito para referir que para breve vamos ter mains novidades sobre o próximo evento da Tavistock em Portugal. Estamos a aproveitar o Verão para tratar disso.

Tiago

sábado, 10 de julho de 2010

Trabalhar através do Trauma



Pedro Vaz Santos

Summer Sale

A Karnak Books que é na minha opinião a perdição de qualquer psicólogo, está a fazer outra vez uma promoção de verão irresistível. Dez livros por 40 Libras, vale bem a pena.

Podem consultar a promoção em: http://www.karnacbooks.com/Deal.asp?DID=20

Partilho com os interessados as minhas escolhas... já sabem o que vou andar a ler no verão.



  • The Importance Of Sibling Relationships In Psychoanalysis

  • Violent Adolescents: Understanding The Destructive Impulse

  • After Winnicott: Compilation Of Works Based On The Life, Writings And Ideas Of D.Winnicott

  • The Elusive Child

  • Standing On Their Own Feet: You And Your Younger Adolescent

  • Tongued With Fire: Groups In Experience

  • Selected Contributions To Psycho-analysis

  • Working With Parents And Infants: A Mind-body Integration Approach

  • Relatedness In A Global Economy

  • Masculine Scenarios
Pedro Vaz Santos

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Workshop Dramaterapia

Vai decorrer um workshop sobre dramaterapia nos próximos dias 17 e 18 de Julho organizado pela Associação de Apoio à Clínica do Parque.

Tem apenas 12 vagas e podem inscrever-se e saber mais informações contactando: arteterapias@sapo.pt

A dramaterapia é uma abordagem terapêutica que envolve o recurso intencional a técnicas dramáticas, valendo-se da multiplicidade de linguagens e recursos da arte teatral, como facilitador do desenvolvimento pessoal e promotor da saúde mental.
Através da metáfora e imaginação dramáticas são proporcionadas experiências multifacetadas, desenvolvidas habilidades sociais e pessoais e estimulada a comunicação através da voz e do corpo na teatralidade

domingo, 4 de julho de 2010

Não há perguntas estúpidas (Carl Sagan)

No meio das (des)arrumações dos últimos dias encontrei uma cópia deste texto perdido há já alguns anos. É uma adaptação, cujo autor desconheço, do capítulo 19 do livro "Um mundo infestado de demónios" de Carl Sagan (versão integral aqui). Valeu a pena (re)lê-lo... Transcrevo-o pois para partilha!

“Quando falo com alunos do ensino secundário sinto, muitas vezes, que eles apenas memorizam ‘factos’. Em termos gerais, a alegria da descoberta, a vida por detrás desses factos, desapareceu. Parece que perderam grande parte da capacidade de se maravilharem e ganharam muito pouco cepticismo. Têm medo de fazer perguntas 'estúpidas', aceitam respostas deficientes, não colocam outras perguntas para esclarecer uma resposta que não os satisfaça. Vêm para a aula com perguntas escritas em papelinhos, que espreitam subrepticiamente enquanto esperam a sua vez, alheando-se do debate em que os seus pares, nesse momento, participam. Alguma coisa aconteceu e não foi apenas a puberdade.

Verifico ainda outra coisa. Muitas vezes, os adultos ficam incomodados quando as crianças fazem perguntas. Respondem com irritação ou então mudam de assunto. Nunca compreenderei por que razão os adultos pretendem passar por eruditos diante de uma criança de seis anos. Qual o problema em admitirmos que não sabemos alguma coisa? A nossa auto-estima é assim tão frágil?

Existem respostas melhores do que fazer as crianças ou os jovens sentirem que fazer perguntas constitui um acto socialmente condenável. Se tivermos uma ideia da resposta, podemos tentar explicar. Uma tentativa, ainda que incompleta, pode ser uma atitude encorajadora. Se não tivermos nenhuma ideia da resposta, podemos consultar uma enciclopédia. Se não tivermos uma enciclopédia, podemos ir a uma biblioteca. Ou podemos dizer ‘Não sei a resposta. Talvez ninguém saiba. Pode ser que quando cresceres sejas a primeira pessoa a descobrir’.

Há perguntas ingénuas, perguntas enfadonhas, perguntas mal formuladas, perguntas precipitadas. Mas todas elas representam um desejo de compreender o mundo. Não há perguntas estúpidas.”

ADC

sábado, 26 de junho de 2010

Fechar uma porta.

Chegou ao fim a minha passagem pela Misericórdia de Santarém. Fecha-se uma porta, quase nove anos, de aprendizagem constante. Aprendi com todas crianças, jovens, famílias e colegas que diariamente me desafiaram a pensar e a conter uma panóplia quase infinita de emoções e “life events” difíceis de imaginar. Talvez a aprendizagem mais importante de todas ficou bem sintetizada esta semana quando ao encerrar a intervenção com uma família, numa reunião alargada com a CPCJ e a Família, a Ana (minha colega de sempre), encerrou o trabalho com um obrigado à família por nos ter deixado entrar na sua privacidade relacional e nos ter deixado ao longo de três meses aprender com eles, sobre o que é ser pai, mãe, filho e família.

O obrigado expresso pela Ana é o melhor exemplo de como com ela e com a nossa restante Equipa, Famílias e Crianças aprendemos a respeitar infinitamente todas as famílias, mesmo aquelas capazes de abusarem e negligenciarem os seus filhos.

Não pensem que respeitar infinitamente as famílias é sinónimo de afirmarmos que concordamos com tudo o que ocorre no seio das famílias e que aceitamos todos os comportamentos. Pelo contrário o respeito que fomos aprendendo a ter ajudou-nos, a distinguir e a diferenciar o que são comportamentos inaceitáveis de pessoas inaceitáveis. Um abuso físico violento não é um comportamento aceitável  em nenhuma situação por colocar uma criança em perigo emocional e físico. Mas qualquer pessoa independentemente do seu comportamento é mais do que as suas acções, é um ser humano com uma história que o contextualiza e que parcialmente o determina e que nesse sentido histórico, merece todo o respeito.

Aceitar as pessoas para além dos seus comportamentos (mesmo não aceitando os seus comportamentos) deixou de ser ao longo destes nove longos anos de aprendizagem, difícil de fazer. Por isso caros amigos, podem muito bem imaginar que não só aprendi imenso, como aprendi coisas dificílimas no trabalho diário de um Centro de Acolhimento Temporário e de um Lar de Infância Juventude.

Um OBRIGADO gigante a todos!!!!!

Pedro Vaz Santos

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Adeus à SCMS

Caros amigos já é oficial iniciei o meu processo de transição e mudança de área de trabalho. No final do mês vou deixar a Santa Casa da Misericórdia de Santarém e a área do acolhimento residencial para aceitar a direcção de dois novos projectos na Fundação “O Século”, em São Pedro do Estoril Cascais (ainda em semi-segredo).


Fechar a porta a quase nove anos de trabalho na Misericórdia não é fácil, ficam muitos bons momentos, muitas vitórias de alegria, muitos projectos de vida concretizados, obviamente também ficam muitos projectos por concretizar e muitos sonhos que não chegaram a tornar-se realidade.

Mais importante fica um universo de aprendizagens de valor incalculável. Aprendizagens que devo às crianças, jovens, famílias e colegas com quem tive a oportunidade de trabalhar e de aprender.

Pedro Vaz Santos

terça-feira, 8 de junho de 2010

Visita Glebe House

Amanhã iniciamos juntamento com oito colegas a nossa visita anual a uma instituição de acolhimento de crianças de renome. A visita este ano é à Glebe House, uma Comunidade Terapêutica de jovens, perto de Cambridge do Reino Unido que acolhe jovens com história de transgressão sexual.

A Glebe House oferece um plano terapêutico, em regime residencial, intenso durante dois anos, e constitui-se com uma verdadeira alternativa às intervenções mais punitivas das Unidades Seguras (equivalente aos Centros Educativos).

Durante a visista irei colocar alguns posts e comentários via twiter podem seguir em: http://twitter.com/vaz_santos.

Pedro Vaz Santos

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Conferência “Child neglect: parenting issues and its impact on children” (17 Junho)

No próximo dia 17 de Junho a Professora Jan Horwath participará na conferência “Child neglect: parenting issues and its impact on children”, no âmbito do Doutoramento Inter-Universitário Coimbra-Lisboa em Psicologia (Psicologia da Família e Intervenção Familiar), na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.

Jan Horwath é professora e investigadora de Child Welfare no Department of Sociological Studies da University of Sheffield (UK). Com formação de base em Serviço Social, trabalhou vários anos como social worker no Reino Unido e na Nova Zelândia. O seu trabalho como investigadora tem apoiado o desenvolvimento de vários sistemas de protecção de crianças e jovens (e.g. Irlanda, Austrália), e o seu livro “The Child’s World” é uma referência em Inglaterra como ferramenta de apoio à implementação do Framework for the Assessment of Children in Need and their Families.


A conferência do dia 17 é de entrada livre mas devido a questões logísticas, pede-se aos interessados que enviem um email a confirmar a presença à Professora Doutora Maria Teresa Ribeiro (mteresaribeiro@fp.ul.pt).

Para mais informações, clicar aqui.

ADC

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia Mundial de Criança

Hoje é dia da Criança, 1 de Junho. Um dia para pararmos e pensarmos enquanto sociedade onde estão as nossas crianças. Num período de turbulência social e económica, não foge ao olhar o facto de as nossas crianças estarem mais sós. Mais tempo longe dos pais, mais tempo longe da família, mais tempo entregues ao cuidados de instituições: creches, jardins-de-infância, escolas, actividades extra escolares. As nossas crianças elementos preciosos por serem cada vez mais raros nas sociedades ocidentais, são confiadas na grande parte do dia a um sistema de multicuidadores que dificilmente se tornam verdadeiramente significativos.


Crescer e aprender a pensar num sistema indiferenciado de figuras humanas que não chegam a ser figuras de referência, é aprender uma cultura de superficialidade no qual o outro é interpretado cada vez mais numa lógica pragmática de prestação de serviços e cuidados e menos numa lógica afectiva e relacional. Facilmente poderíamos cair numa retórica de defesa pelo carácter emocional ou afectivo do papel do Educador de Infância, Professor ou dos profissionais que diariamente acolhem crianças. Não o faremos.

Não acreditamos na ideia que todas as relações são automaticamente substituíveis, não acreditamos que o sorriso de um adulto para um bebé numa creche é igual ao sorriso de uma mãe ou de um pai para esse mesmo bebé. Não acreditamos que um dia cheio de actividades, de cores, de músicas, de estímulos é mais significativo que um colo afectivo que nos pense e contenha as nossas ansiedades. Na verdade acreditamos muito pouco numa cultura no qual as actividades e a estimulação suplantam o colo e o tempo com os pais e figuras significativa.

Ser Mãe ou Pai é um exercício emocional, com uma raiz inconsciente dificilmente palpável por essa razão uma tarefa difícil de ser transferida e alienada. A nossa mãe é sempre a nossa mãe o nosso pai é sempre o nosso pai. É o carácter único, insubstituível que talvez assuste tanto os pais de hoje. Pais que já cresceram numa cultura na qual a “dependência” é olhada como contraponto de autonomia e individualidade e por essa razão sentida como ansiogénica e em alguns casos como claustrofóbica.

Acreditamos que a dependência é fonte de crescimento para as crianças e para os adultos. A dependência lembra diariamente o vinculo e obriga as partes a assumirem a responsabilidade que advém do desempenho único do seu papel.

A dependência lembra diariamente que as pessoas não são substituíveis ao contrário do que por vezes se diz por aí…

Caros amigos gozem bem este dia Mundial da Criança.

Pedro Vaz Santos

domingo, 23 de maio de 2010

Amo-te mas...

Está a ser organizado no dia 26 de Maio um seminário sobre "violência no namoro - a violência na vidas das crianças e dos jovens de hoje".

Neste seminário organizado pela CPCJ de Lisboa Oriental vão ser discutidas questões relacionadas com práticas implementadas no terreno de prevenção da violência no namoro.

Para mais informação e inscrições:
seminariocpcjlxoriental@gmail.com

Tiago

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Nascer em Portugal - ganhou-se muito. Mas o que se perdeu?

O Pediatra Mário Cordeio ontem apresentou uma conferência sobre o nascimento que subscrevo na totalidade e que nos faz pensar bastante sobre a maternidade actual.

Vejam o Artigo no IOL

Pedro Vaz Santos

terça-feira, 18 de maio de 2010

Oferta de Emprego - Psicologia

O CAFAP (Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental) de Palmela procura um(a) psicólogo(a) com formação sistémica, idealmente com treino em terapia familiar, para contrato de substituição de pelo menos um ano.

Os currículos podem ser enviados para o email manuelacaiado.csp@gmail.com ou
A/C Manuela Caiado, Centro Social de Palmela,
Rua Heliodoro Salgado, 2950-241 Palmela (tlf. 21 235 21 08).

ADC

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Managing Vulnerability

Saiu um livro que tem tudo para se tornar uma leitura obrigatória para quem trabalha na área social. Managing Vulnerability: the underlying dynamics of systems of care do Tim Dartington, pelo que conheço do autor e da sua postura de extrema honestidade nos comentários e reflexões que costuma fazer em público, coloca este livro na prioridade das minhas leituras.

Eu ainda não li o livro mas acreditem que vale o investimento cego.

Pedro Vaz Santos

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Formação Group Relations

Values, Meaning Indentity: Individual and Organisations in Flux é uma conferência experiencial baseada no modelo de Group Relations da Tavistok. Uma oportunidade ouro para os participantes aprenderem mais sobre comportamento grupal e sobre as dinâmicas que condicionam o desempenho das organizações.

O mais inovador desta formação é que 100% experiêncial.

Consulta o Folheto.

Pedro Vaz Santos

Changing Consersations in Children's Homes

Caros colegas ainda existem vagas para o Workshop Changing Conversations in Children's Homes a realizar-se no porto a 7 e 8 de Maio. Inscrevam-se.

Pedro

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Plano de Intervenção Imediata 2009

O Governo apresentou à Assembleia da República o Plano de Intervenção Imediata (relatório referente às crianças em acolhimento em Portugal). O relatório é um excelente documento para termos uma noção de quem é a nossa população em acolhimento. Chamo especial atenção aos dados que revelam uma percentagem significativa de crianças com problemas de saúde mental e perturbações do comportamento, situação que parece exigir cada vez mais o trilhar de um caminho em direcção ao acolhimento terapêutico.

Consulte o relatório aqui.

Pedro Vaz Santos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Intimate Warfare

Um dos problemas de ir a Londres e não resistir e passar pela Karnac Books em Finchley Road. Esta última ida traduziu-se em alguns "bons investimentos". O primeiro que quero partilhar é o livro Intimate Warfare: regarding the fragility of family relations, de Martine Groen e Justine Van Lawick. O livro é uma viajem técnico / teórica sobre a intervenção em casais e famílias com história de violência doméstica. O mais interessante é a forma como as autoras articulam a criação de contexto de segurança com a criação de espaço reflexivo de natureza terapêutica. Igualmente interessante é a forte aposta que é dada à intervenção centrada no casal e a argumentação defendida que a intervenção focada na vítima é pouco eficaz e pode levar a um aumento da violência.

Pedro Vaz Santos 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dificuldades

Caros amigos estamos com algumas dificuldades no aspecto gráfico do blog, em breve serão resolvidas.

Pedro Vaz Santos

domingo, 25 de abril de 2010

Práticas colaborativas e integradoras na avaliação e intervenção com famílias multidesafiadas

No próximo mês de Maio inicia-se no Porto uma acção de formação de curta duração dinamizada por Ana Teixeira de Melo e Ana Prego com o objectivo de sensibilizar e capacitar profissionais de intervenção da área psicossocial para conduzirem processos de avaliação integradores e colaborativos junto de famílias multidesafiadas, particularmente aquelas com crianças e jovens em situação de risco e perigo.

Para mais informações, consultar o programa.

ADC

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Gostava de partilhar online a experiência que estou a ter na formação organizada pela OPUS (Organisation to Promote Understanding of Society) em Londres intitulada Advanced Training in Small Group Process. Já algumas vezes partilhei aqui no Blog o meu gosto e fascínio pelo método de aprendizagem desenvolvido pela Tavistock Institute denominado por Group Relations. O método é bastante simples e baseia-se nas experiências com pequenos grupos realizadas por W. Bion no pós Guerra.

O modelo da formação é bastante simples seis pequenos grupos, compostos por seis membros com a Tarefa: ”Explorar o comportamento do grupo, enquanto grupo, no aqui e agora”. Em cada um dos grupos um dos membros assume o papel de membro consultor com a Tarefa apoiar a tarefa do grupo. No final de cada grupo os dois formadores (Lionel e a Evelyn) dão um feedback, dois para um ao membro consultor sobre o desempenho do seu papel, seguindo-se posteriormente um feedback dos restantes membros do grupo.
Ao final de um dia de formação e saem ainda ter assumido o papel de membro consultor já aprendi “toneladas” sobre dinâmica emocional (consciente e inconsciente) de grupos. O que é mais impressionante observar e experimentar é a forma como o grupo enquanto um todo, mobiliza determinados elementos (indivíduos) para o desempenho de determinados papéis e para serem recipientes de um conjunto de emoções e sentimentos que o grupo de forma “desesperada” tenta evitar.

Um grupo composto por seis pessoas com vontade aprender e com um know how significativo em “Group Process” pode ser extremamente primitivo e emocional fugindo constantemente da tarefa.

Ainda estou a tentar fazer sentido da experiência de hoje. 

Posso partilhar que no final do dia foi fazer meia hora de jogging para ajudar a digerir a experiência!

Pedro

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Intervenção Precoce: Construindo Práticas com Impacto

A NÓS – Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente, via Serviço de Apoio Técnico Precoce, vai realizar no dia 4 de Maio de 2010 das 9h às 17h na Baixa da Banheira (Moita), um workshop com o tema: “Intervenção Precoce: Construindo Práticas com Impacto”, orientada pelo Dr. Robin McWilliam, o Director do Centro de Investigação da Criança e da Família no Siskin Children’s Institute (EUA).

O Dr. Robin McWilliam foi Director do Centro de Desenvolvimento Infantil no Vanderbilt Children’s Hospital, em Nashville. Foi ainda Investigador e Professor no Instituto de Desenvolvimento da Criança Frank Porter Graham da Universidade de Carolina do Norte. Foi também o fundador e director do Projecto dos EUA “Individualizing Preschool Inclusion“, a funcionar em 15 Estados.

É o principal investigador do envolvimento de crianças com incapacidades e co-autor do livro “Engagement of Every Child in Preschool Classroom”. O Dr. McWilliam é também o ex-presidente da Divisão de Investigação do Council for Exceptional Children (CEC), e está na linha da frente nos esforços da CEC para definir e identificar práticas baseadas em evidências na educação especial.

Frequentemente solicitado como orador nos EUA e na Europa, o Dr. McWilliam tem desenvolvido workshops muito interactivos e práticos.

PROGRAMA

1) Uso das rotinas para intervenções em casa e na escola:
*Como usar as rotinas de casa e da escola para estruturar a selecção de objectivos;
*Como utilizar as rotinas de casa para a intervenção;
*Como utilizar as rotinas da sala de actividades para a intervenção;
*O horário "Defense Zone" - como organizar o tempo e os papéis das auxiliares de acção directa.

2) Trabalhar com, e não contra as famílias:
*Dar-lhes controlo sobre os objectivos;
*Ensinar-lhes a ensinarem as suas crianças;
*Resolver potenciais conflitos com as famílias.

3) Como funciona a Intervenção Precoce:
*Um modelo para a eficácia em casa e na sala de jardim de infância/creche

Para tradução simultânea, pode reservar o seu aparelho na ficha de inscrição.

Para mais informações:Associação NÓS - Serviço de Intervenção Precoce
Tlf. 212033646 / Tlm. 936462686 / Email: satp.nos@gmail.com

ADC

terça-feira, 13 de abril de 2010

Aurélio Costa Ferreira um Pioneiro

Aurélio da Costa Ferreira foi pioneiro em pensar a comunicação emocional por vezes inconsciente que decorre na sala de aula entre aluno e professor. Num texto genial apresentado em 1916 perante a Sociedade de Estudos Pedagógicos intitulado Sobre Psicologia, Estética e Pedagogia do Gesto, o pedagogo comenta sobre a relação professor aluno “alguns episódios, que se passam entre educadores e educandos, que me lembram a cena de um animal a investindo furioso contra o próprio espelho, por nele ver reproduzida uma atitude de hostilidade que cresce e aumenta à maneira que ele mais se encoleriza. Enfurece-se sem saber, contra si mesmo” (Ferreira, 1920 p.139). 

No mesmo texto de 1916 sublinha ainda “O professor é como actor. O estado emocional do público é reflexo do seu próprio estado emocional” (Ferreira, 1920 p.139) Para Ferreira, era claro a existência de processos comunicacionais de ordem emocional que determinam de forma não racional o comportamento de professor e aluno. Numa tentativa de compreender melhor a comunicação emocional Ferreira (1920) dedica especial atenção à importância do gesto como forma de comunicação não verbal afirmando “a criança compreende mais a nossa fisionomia e os nossos gestos do que a nossa palavra” (Ferreira, 1920 p.148). A importância dedicada à comunicação não verbal compreende-se melhor quando afirma “De resto, a palavra é mais para mentir. O Olhar e as mãos é que são as verdadeiras janelas da alma” (Ferreira, 1920 p.148).

Percebemos através destas pequenas citações a existência da convicção que relação pedagógica transcende em muito o plano de oratória lógica racional de troca de conhecimento. A relação pedagógica é marcada por uma dinâmica relacional e emocional que vai muito para além da palavra consciente. É curioso como refere Salgueiro (1991) o facto de ficarmos a dever a Ferreira (1919) a segunda citação em língua portuguesa à importância do pensamento psicanalítico num texto intitulado “A Arte de Educar e a Psicologia Experimental”. Neste texto datado de 1919, Ferreira afirma a importância do estudo pelos educadores dos fenómenos inconscientes “Em psicologia pedagógica o subconsciente vale mais que o consciente” (Ferreira, 1920 p.25), afirmando depois “a psicanálise pode e deve ser conhecida pelo educador” (Ferreira, 1920 p.26). 

Já na fase final do texto “A Arte de Educar e a Psicologia Experimental” Ferreira surpreende-nos finalizando com uma referência directa ao pensamento de Gustavo Le Bom, “A educação é a arte de fazer passar do consciente para o inconsciente” (Ferreira, 1920 p.26), acrescentando um seu pensamento”A reeducação, essa é muitas vezes o trabalho oposto, digo eu, o trazer do inconsciente ao consciente para transformar e depois voltar a tornar inconsciente” (Ferreira, 1920 p.26).

Ferreira é surpreendente na forma como define o conceito de reeducação de cariz mais terapêutica contrastando-o com o conceito de educação. A intervenção terapêutica faz-se nas palavras de Ferreira, tornado consciente as experiências inconscientes, talvez infantis de forma a poderem ser comunicadas e trabalhadas na relação reeducativa, de forma a sofrerem na relação uma transformação que permita num segundo momento uma nova interiorização que idealmente iria acomodar no íntimo da personalidade as ideias transformadas.  

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Formação de Técnicos para o projecto família

O MDV está a organizar uma formação para técnicos para o Projecto Família, onde procuram apoiar crianças em risco em meio natural de vida assim como intervir em famílias em crise. A formação vai decorrer de 19 a 30 de Abril na sede do MDV e existe a possibilidade posterior de quem fizer a formação fazer um estágio no projecto e assim obter um diploma de "Assistente Familiar", pelo que também pode ser uma formação importante para quem procura emprego na àrea.

Podem saber mais informações em formacao@mdvida.pt ou no site www.mdvida.pt/projecto-familia.php .

Tiago

1º Congresso Internacional da Psicologia da Criança e do Adolescente

A Universidade Lusíada está a organizar o 1º congresso internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente nos próximos dias 14 e 15 de Abril. O programa é muito rico, com várias mesas e workshops dedicados a intervenção com crianças em perigo em vária perspectivas.

O programa completo pode ser visto aqui.

Destaco no dia 14 o lançamento do livro de Daniel Sampaio e Margarida Gaspar de Matos "Jovens com saúde: diálogo com uma geração" e no dia 15 da "Revista de psicologia da criança e do adolescente", que certamente vai ser um óptimo contributo para a àrea.

Tiago

terça-feira, 6 de abril de 2010

Procuram-se novos editores

Caros Leitores,

Eu e o Tiago há alguns anos iniciamos o Blog Crianças em Risco em tendo posteriormente o Nuno Francisco entrado na equipa de editores. O Blog Crianças em Risco fui um dos primeiros projectos públicos meu e o do Tiago na área das crianças em Perigo por isso como podem imaginar temos um carinho muito especial. O Blog sempre foi para nós um espaço de reflexão pública onde colocámos ideias, pensamentos e alguns factos que ao longo dos tempos nos foram parecendo relevantes partilhar com o grande público.

Um Blog é como sabem um espaço, muito livre e pessoal, por isso vive muito das oscilações criativas e da vontade de partilha dos autores. Na prática o que acontece com os blogs muitas vezes e com o nosso acontece em particular vive um pouco com interrupções. Isto é... por vezes existem muitos posts e muitas publicações por vezes existe um silêncio quase inexplicável e pouco tolerado pelo os leitores. O Silêncio não é mais do que a nossa falta de inspiração, vontade para escrever ou mesmo desleixo.

No meio de tanta coisa por vezes o Blog acaba por ser mal amado ou mal acarinhado.  

Como todo o bom filho parece que é hora do Blog voar, ganhar asas e encontrar novos rumos. 

Por isso estamos à procura de novos editores para o Blog - Crianças em Risco. Se quiseres participar neste projecto envia o teu currículo para vaz.santos@gmail.com, dizendo porque que é queres ser editor no blog.

Pedro Vaz Santos


segunda-feira, 29 de março de 2010

Changing Conversations

O Prometido é Devido!!!

Um Workshop sobre Acolhimento Terapêutico de Crianças em Perigo, no Porto 7 e 8 de Maio, dinamizado pelo Chris Tanner e pela Barabra Peirson.



Visita a Página do workshop e Inscreva-se Já!!


Pedro Vaz Santos

Still Face



Uma excelente experiência que demonstra de forma muito enfática o modo como o bebé procura a relação e fica emocionalmente perturbado quando o adulto significativo se mostra indisponível para a relação.

Pedro Vaz Santos
http://twitter.com/vaz_santos

segunda-feira, 15 de março de 2010

Passo a Passo na direcção do Acolhimento Terapêutico

O acolhimento terapêutico em Portugal está a ganhar progressivamente um certo dinamismo, é verdade que ainda não existe nenhuma instituição de acolhimento verdadeiramente terapêutica, contudo parecem existir evidências que muitos dos profissionais da área estão a desenvolver um esforço substancial para transformar o ethos das instituições de acolhimento no sentido de serem verdadeiros espaços de crescimento em saúde mental.  
Uma das questões que frequentemente me têm colocado muito directamente é o que afinal Acolhimento Terapêutico. Uma resposta muito directa e simples: O Acolhimento Terapêutico é todo o acolhimento que é orientado para o Bem-estar em termos de Desenvolvimento e Saúde Mental. A resposta aparentemente simples e generalista complexifica-se bastante quando pensamos que a população que cada vez mais chega ao acolhimento institucional é composta por crianças verdadeiramente traumatizadas e desestruturadas por uma colecção de experiências de abuso e negligência. Crianças que viram a sua linha de desenvolvimento relacional ser descontinuada por acções abusivas ou por omissões graves que abriram vazios difíceis de serem preenchidos. As crianças que hoje chegam às nossas instituições de acolhimento por via do Sistema de Protecção são sem sombra de dúvida crianças com uma enorme necessidade de encontrarem novos modelos de relação e com a urgência de realizarem um forte processo de luto que lhes permite ultrapassar um conjunto de vivências traumáticas.
Acolher Terapeuticamente, é talvez, em primeiro lugar criar as condições “no meio”, (espaço social e físico de acolhimento) um ambiente que promova o reescrever a história relacional, permitindo a construção de vínculos seguros, o trabalho de luto e a possibilidade de as crianças recuperarem uma noção de continuidade histórica que lhes permite tolerar as frustrações do presente e projectarem-se no futuro.
Estas duas semanas em Portugal assistimos a dois bons momentos formativos que nos obrigam a pensar o Acolhimento Terapêutico. O workshop de Tilman Furniss, sobre trabalho com jovens agressores sexuais e o workshop da Mulberry Bush, sobre acolhimento terapêutico. Duas acções que se conjugam na perfeição, no exercício de pensar espaços nos quais as crianças recuperam a noção de identidade e consequentemente a possibilidade de voltarem a gerirem a sua responsabilidade.

Pedro Vaz Santos
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terça-feira, 2 de março de 2010

Colóquio "Da família multiproblemática à família multidesafiada"

No próximo dia 24 de Março vai ocorrer o congresso "Da família multiproblemática à família multidesafiada - desconstruindo a intervenção" organizado pelo MDV e dedicado a este tema tão importante do trabalho com famílias. as inscrições podem ser feitas em:
http://www.mdvida.pt/pdfs/panfleto-divulgacao-2.pdf

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Workshop Harry Goolishian

Harry Goolishian é sem sombra de dúvida um dos rostos da Terapia Familiar, pós moderna. Juntamente com a Harlene Anderson fundaram e desenvolveram a abordagem colaborativa em Terapia Familiar (Collaborative Language Systems Approach).

Goolishian, morreu em 1991, mas fica o registo de um workshop realizado por ele em 1988 na Noruega. Um bom desafio para pensarmos sobre o papel da linguagem a construção e resolução de problemas


Pedro Vaz Santos

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Labirintos Coloridos no Facebook

Caros amigos, agora podem consultar as novidades da Labirintos Coloridos Consultores no Facebook, para isso basta tornares-te fã da Labirintos Coloridos, vai à nossa Página Facebook, depois podes sempre receber as nossas actualizações.

Pedro Vaz Santos

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Supervisão Acolhimento Temporário

Caros amigos felizmente muitos dos nossos colegas que trabalham em Lares de Infância e Juventude podem contar com Supervisão ao contrário dos colegas que trabalham em Acolhimento Temporário. No sentido de tentar de preencher essa lacuna estou a organizar um grupo de supervisão para técnicos que trabalham em Centro de Acolhimento, idenpendentemente da sua formação base. A ideia é dinamizar um espaço de reflexão e supervisão quinzenal no qual os membros do grupo tenham a oportunidade de apresentar e discutir num espaço seguro os casos com que diariamente se debatem.

O grupo será dinamizado por mim e terá como metodologia "work discussion" desenvolvido pela Tavistock. Frequência do grupo será quinzenal decorrendo aos Sábados de manhã em Lisboa. Para mais informações podem enviar-me um mail para vaz.santos(arroba)gmail.com.

Ps: No mail deverá ser substituído (arroba) por @.

Pedro Vaz Santos

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Workshop Play Therapy - Porto

A Labirintos Coloridos está a organizar um workshop sobre Play Therpay no Porto, saiba mais ...

Workshop Mulberry Bush

Caros amigos as vagas para o workshop From Individual Therapy to Therapeutic OrganisationsA Living Experience with the Mulberry Bush School, estão quase a esgotar inscreve-te.



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

I Congresso Internacional Psicodrama Psicanalítico

vai realizar-se em lisboa nos dias 26 e 27 de Fevereiro o I congresso Internacional de Psicodrama Psicanalítico. É subordinado ao tema "Transformação da violência - A expressão da criatividade", da maior importância para quem trabalah nestas àreas onde cada vez mais a violência é uma preocupação.

Recheado de workshops e com um um programa cheio, este congresso é uma oportunidade a não perder.

informações podem ser pedidas para:
spppgpt@gmail.com

Tiago