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Mensagens

Curso "Containment for growth" (OPUS)

Em colaboração com OPUS - An Organisation for Promoting Understanding of Society Destinatários Psicólogos Médicos Enfermeiros Assistentes Sociais Técnicos de Reinserção Social Professores Educadores Responsáveis por equipas de prestadores de cuidados e outros profissionais cuja actividade esteja relacionada com crianças e adolescentes em contexto de acolhimento residencial Objectivos Promover a oportunidade para os participantes explorarem, no workshop, temas relacionados com o exercício do processo de autoridade, liderança e iniciativa e estabelecerem ligações entre a aprendizagem no workshop e a experiência de trabalho com crianças e jovens em contexto de acolhimento residencial Programa PLENÁRIO DE ABERTURA GRUPO DE ESTUDO - Reuniões de pequeno grupo (12 elementos) com um dos formadores / consultores. GRUPO DE BASE - Reuniões de pequeno grupo (12 elementos), com um dos formadores/consultores. Neste grupo as ligações entre os papeis assumidos no workshop e nas or...

Beyond trauma - Making sense of a nonsensical past

Peter Wilson é um excelente psicanalista britânico que tem trabalhado com crianças vítimas de maus-tratos em comunidades terapêuticas de crianças. Recentemente, a convite do John Diamond, proferiu uma conferência intitulada "Beyond trauma - Making sense of a nonsensical past" nas celebrações anuais da The Mulberry Busch . Fica aqui o link para escutar online a conferência com atenção. PVS

III Encontro Internacional de Musicoterapia

Vai realizar-se no próximo dia 2 de Junho o III Encontro Internacional de Musicoterapia que terá lugar nas instalações da Universidade Lusíada de Lisboa, das 9h às 18h. Conta-se desta vez com a presença da musicoterapeuta americana Diane Austin e estarão reunidos os representantes dos três cursos de formação pós-graduada em Musicoterapia existentes em Portugal. Para mais informações, contactar a Associação Portuguesa de Musicoterapia (APMT) através do telemóvel 93 324 2678 ou do email musicoterapia@sapo.pt . PVS

Fronteiras organizacionais

Uma organização com capacidade de inovação e de produção de ideias só pode sobreviver na medida que troca e negoceia conteúdos com o meio, isto é, se for um sistema aberto. A organização precisa de retirar do meio matéria-prima, energia, massa crítica de forma a transformar estes elementos em produtos ou resultados necessários para a sua sobrevivência, paralelamente deitando fora os resíduos do processo. Este sistema que descrevemos tem que ter algumas propriedades. Sublinha-se desde já a necessidade da organização ter uma fronteira que defina o limite entre o fora e o dentro do sistema. Esta fronteira deve ser suficientemente sólida, de forma a conter o sistema e a permitir a manutenção de uma lógica interna, e suficientemente permeável de forma a permitir trocas entre o organização e o meio. Se a fronteira se impermeabiliza totalmente, deixa de existir interacção com o meio e o sistema morre. Pelo contrário, se a fronteira se torna universalmente permeável, o sistema desagrega-se, mo...

506º Aniversário da Misericórdia de Santarém

A Santa Casa da Misericórdia de Santarém pela ocasião das comemorações do 506º aniversário está a organizar nos últimos dias de Maio um conjunto de iniciativas de formação e reflexão. Destaca-se desde já o Dia Aberto no Lar dos Rapazes. Esta iniciativa irá contar com Sérgio Niza, professor que irá conversar sobre a importância do Movimento da Escola Moderna no desenho de modelos educativos de crianças acolhidas. PVS

Formação em acolhimento de crianças no ISPA

No sábado passado tivemos o prazer de inicial mais uma iniciativa de formação na área do acolhimento de crianças. O Instituto Superior de Psicologia Aplicada está a fazer uma aposta no desenvolvimento de iniciativas nesta área concreta, tendo as instituições e os profissionais da área dado uma excelente resposta. Esperamos em breve estendermos estas acções de formação aos prestadores de cuidados das crianças, contrariando o hábito de que só os técnicos é que têm acesso às acções de formação. PVS

O tempo e as nossas obrigações

Será que é elidível a obrigação do Estado e da sociedade proteger a vítimas de maus-tratos pelo simples facto de com passar do tempo estas se tornam adultos? Acho que não!! Um olhar atento do presente obriga-nos necessariamente a fazer acções que “reparem” e reconstruam os significados do passado. É verdade que há dez anos atrás não tínhamos a mesma consciência social sobre o fenómeno dos maus-tratos infantis, e como é lógico no plano da realidade não podemos voltar atrás e reescrever a história. Contudo um olhar crítico do passado colectivo e individual permite criar espaços, onde a história do ponto de vista simbólico e significativo se reescreva. Esses espaços encerram uma função terapêutica e reparadora. Neste sentido, as comunidades devem organizar espaços terapêuticos de promoção da saúde mental, onde se possam inscrever vítimas de maus-tratos que por acção do tempo cresceram. PVS

Crianças boas e más

A história do acolhimento de crianças é marcada por peripécias e por ciclos de maior e menor atenção consoante a valorização que a sociedade faz das suas crianças e da sua população mais vulnerável. No presente vive-se um momento peculiar, uma atenção particular dos media e da sociedade em geral sobre o fenómeno da criança mal tratada e um desprezo em particular pela criança com comportamentos de oposição e desafiadores das normas da sociedade. A sociedade, a escola e o sistema de protecção, aparece acentuar a clivagem entre criança vítimas e crianças agressoras. As primeiras merecedoras de todo o apoio e respostas sociais, as segundas merecedoras de contenção urgente, de correcção e de uma injecção urgente de gratidão por viverem num mundo já sem fome. Não é com raridade que ouvimos comentários do tipo: "porquê dar as melhores respostas e equipas de luxo para trabalhar com crianças, que negam todo o tipo de ajuda, e que constantemente nos viram as costas, porquê lhes dar tudo se...

Votos de boa Páscoa!

Neste período pascal esperamos que todos se lembrem de quão importante são as nossas crianças. Esperamos também que em reflexão conjunta se desenhem novas formas de protecção e de acolhimento de crianças. Certos que todos nós vivemos a nossa verdade pascal, fica a convicção de que iremos regressar aos nossos trabalhos com uma energia renovada. PVS

Maus tratos institucionais e um surpreendente Acórdão do Supremo...

O Supremo Tribunal de Justiça surpreendeu tudo e todos com a publicação do acórdão de 4 de Abril (ler aqui ) resultante do recurso interposto pelo Ministério Público no âmbito de um processo de maus-tratos infantis institucionais. O acórdão defende em determinado momento a naturalidade e adequação no castigo físico, enquadrando este nas boas práticas parentais. Já diversas vozes vieram a público, nomeadamente a Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados que classificou hoje como «impróprio» e «muito perigoso» o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que considerou lícitos os castigos corporais aplicados pela responsável de um lar a crianças deficientes. A notícia é avançada pela Agência Lusa. Nós, por aqui no blog, não gostaríamos de deixar de expressar a nossa indignação, e afirmar com toda a convicção que são acórdãos desta natureza que colocam realmente as crianças em risco. Resta-nos a certeza que esta não é a tendência da nossa magistratura judicial que em tantos m...

Formação em acolhimento de crianças

Ainda existem vagas para o curso de formação "Intervenção Terapêutica e Educativa em Unidades de Acolhimento Prolongado" a decorrer no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) em sete sábados consecutivos a partir de dia 22 de Abril. Este curso tem a carga horária de 21 horas e os seguintes módulos: As primeiras comunidades residenciais terapêuticas para crianças;  O ambiente social como espaço terapêutico;  Educação e função terapêutica a partir da rotina diária;  Autoridade e consequências da reparação;  A família e a instituição;  Afectos e emoções emergentes da tarefa;  Grupo de apoio aos que apoiam “Grupo Balint”.  Os interessados podem inscrever-se na secretaria do ISPA. TSM

Autoridade e sacos de rebuçados

Já algumas vezes referi neste blog a importância da autoridade ser mantida na base da pirâmide organizacional de uma instituição de acolhimento de crianças. A ideia é que quem deve ser percepcionado como tendo mais autoridade deve ser o prestador de cuidados que está, no dia-a-dia mais próximo da criança, e não o director que habita num gabinete no “último piso” da instituição. Uma directora de uma instituição de crianças gostava muito de conversar com os miúdos da sua instituição e, de forma a facilitar estas conversas, tinha colocado um boião de rebuçados em cima da sua secretária. Lógico que os miúdos adoravam aquele espaço. O que esta directora não se deu conta foi que estava a desautorizar a sua equipa. Esquecera-se de se certificar que cada chefe de equipa de casa, não teria um boião de rebuçados mas sim dois, e que cada prestador de cuidados não teria dois boiões de rebuçados, mais sim uma saca de 1kg, sempre às costas. Só assim as crianças iriam percepcionar o director com algu...

Balanço de formação em acolhimento prolongado de crianças e jovens

O primeiro curso de formação " Intervenção Terapêutica e Educativa em Unidades de Acolhimento Prolongado de Crianças e Jovens " terminou ontem em Leiria. O balanço é manifestamente positivo, realçando-se a motivação e interesse do grupo pela temática e a aquisição de um conjunto de ferramentas teóricas que nos parecem úteis para este contexto específico de intervenção. O grupo de formandos destacou como pontos positivos os tópicos relacionados com a gestão das equipas de prestadores de cuidados, e dos modelos de gestão da autoridade, sublinhando-se a importância de supervisão externa. Foi também referido que ficou claro que nem toda a comunicação é consciente e que existem elementos inconscientes que devem ser alvo de atenção e reflexão. Foi indicado como ponto mais fraco ou limite da formação, a falta de mais espaços de aprendizagem experiencial, destacando-se a ideia de que só se aprende o que de alguma forma nos diz respeito. Resta um obrigado ao grupo de formandas pelo mu...

Formação de Formadores - Comissões de Protecção de Crianças e Jovens

Uma semana em clausura, muita reflexão e muitas descobertas! Realmente, a Lei de Promoção e Protecção é uma caixinha de surpresas, que se renova à medida que a cultura de promoção e protecção evolui. Alguns pontos que desde já gostava de sublinhar. A intervenção das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJs) em modalidade restrita só pode acontecer com o consentimento dos titulares do poder paternal não bastando o consentimento do progenitor que detém o exercício do poder paternal. Esta interpretação implica a obrigação de audição de ambos os progenitores mesmo quando o casal se encontra divorciado e o exercício do poder paternal se encontra regulado judicialmente. A dispensa do consentimento de um dos titulares do poder paternal só existe em caso de manifesta dificuldade em localizar o paradeiro. As CPCJs não fazem inquéritos crime, e por isso não fazem investigação. Neste sentido, as CPCJs não têm legitimidade de requerer exames médicos de diagnóstico na ausência de consenti...

The Mulberry Bush

Muitas vezes escrevemos neste blog sobre comunidades terapêuticas para crianças e jovens com dificuldades emocionais. A The Mulberry Bush é talvez a mais mítica destas comunidades. Fundada por Barbara Dockar-Drysdale em 1948, no pós-guerra, foi muito influenciada pelo pensamento de Winnicott. É actualmente uma escola residencial para crianças entre os cinco e os doze anos, com elevado sucesso. Vale a pena conhecê-la visitando o website (clicar a qui ). TSM

E quando as crianças rejeitam a nossa ajuda...

Muitas vezes quem trabalha com crianças com dificuldades emocionais depara-se com uma situação de difícil resolução: as crianças que queremos ajudar aparentemente recusam ou não querem a nossa ajuda. É difícil para os técnicos e os prestadores de cuidados evitarem o sentimento de serem rejeitados. Especialmente quando ofereceram ajuda, com as melhores intenções, a crianças que tiveram histórias de vida bastante problemáticas. Este sentimento leva a que, frustrados, desmotivem e se esforcem menos em ajudar estas crianças, considerando-as incapazes de serem ajudadas. Esta rejeição é tão mais estranha quanto mais facilmente os técnicos e prestadores de cuidados imaginam ou têm a ideia de que estas crianças estariam desejosas de ser retiradas às famílias que delas abusaram ou negligenciaram. No entanto, na prática não é isso que acontece. Temos de nos lembrar que, por muito desadequada que fosse a família de onde provieram, era, mesmo assim, a única família que conheceram. Aquela a quem es...

Psicanálise e Serviço Social

Saiu recentemente um livro inovador para a prática de serviço social: "Psychoanalytic Theory for Social Work Practice: Thinking under fire" (consultar aqui ). Editado por Marion Bower e escrito na sua maioria por assistentes sociais, é um livro essencial nesta área. Cada vez mais é necessária a existência de um modelo teórico partilhado entre os varios técnicos da área que permita a reflexão e compreensão das problemáticas associadas ao acolhimento de crianças. Os temas tratados vão desde o trabalho com crianças e famílias, as questões da supervisão, consultoria e gestão de stress emocional, várias vezes debatidas neste blog. A editora Karnac está de parabéns por ter lançado este livro! TSM

No final do dia, o que é que fica?

Muitos dos técnicos das CPCJs chegam cada vez mais tarde a casa. Assumindo em regime de “voluntariado”, a gestão infinita dos processos, permanecendo noite a dentro a tentar descobrir soluções quase mágicas. A questão que devemos friamente levantar é: qual a eficácia deste processo? Já por diversas vezes afirmámos que tarefas / missões idealizadas, não se coadunam com bons processos de gestão e acabam invariavelmente no desgaste dos recursos humanos. Defendemos que é urgente que as CPCJs definam de forma realista a sua tarefa e os limites reais da sua intervenção, traçando estes limites a partir dos recursos existentes em matéria de infância e juventude no concelho. É igualmente necessário que as equipas que realizam gestão de casos (Comissão Restrita), tenham acesso a consultoria e a um espaço de reflexão, que as permita trabalhar as suas próprias expectativas. Em bom serviço é aquele que no final do dia pode-se fechar a porta com a certeza de um bom trabalho. PVS

Relatórios dos Listenning Post (OPUS)

Os relatórios mundiais, incluindo Portugal, dos Listening Post, organizados pela Organization to Promote Understandig of Society (OPUS) já estão on-line no site da OPUS . A leitura dos relatórios permite uma visão interessante do mundo no ínicio de 2006. Está previsto o próximo Listening Post para os finais de Junho. PVS

Expo Criança 2006 - Números acima das expectativas

Pelo sétimo ano consecutivo crianças, pais, professores, educadores, e outros profissionais do sector, juntaram-se em Santarém para mais uma edição da Expo Criança. No total, foram mais de 25 mil visitantes que passaram pelo Centro Nacional de Exposições (CNEMA), entre os dias 15 e 19 de Março. Apreciando o facto da Expo Criança ter tido em 2006 uma duração mais reduzida em relação aos anos transactos - somente cinco dias, "procurando", segundo a administração, "uma maior concentração das actividades e uma maior rentabilização da presença dos expositores profissionais", o balanço do certame superou as expectativas da organização, tendo-se registado proporcionalmente, um aumento de visitantes, de 22% em relação ao ano homólogo de 2005. Outros dados comprovam o sucesso do evento deste ano. Foram cerca de 14 mil crianças, mais de 18% em relação ao ano homólogo de 2005, que desfrutaram de espectáculos de teatro, música e muitas outras actividades lúdicas, e 12 mil adult...